IATA reviu para mais do dobro a perda de receitas da aviação devido à pandemia de covid-19

24-03-2020 (16h29)

Foto: Nils Nedel / Unsplash
Foto: Nils Nedel / Unsplash

A IATA reviu hoje para 252 mil milhões a quebra de receitas das companhias de aviação devido à pandemia de covid-19, mais do dobro do que no início do mês descrevia como o ‘pior cenário’, no qual a quebra atingia 113 mil milhões de dólares.

A informação divulgada hoje pela IATA inclui uma declaração do seu director-geral e CEO, Alexandre e Juniac, em que avisa que a aviação “enfrenta a mais grave crise” e avisa que sem medidas imediatas de mitigação por parte dos governos a indústria de aviação não sobreviverá.

Alexandre de Juniac defendeu que a aviação precisa de 200 mil milhões de dólares de apoio à liquidez simplesmente para passar por este período e acrescenta que se alguns governos já ‘se chegaram à frente’, muitos mais precisam de os seguir.

A IATA estima que este ano o tráfego transportado pelas companhias de aviação em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) irá cair 38%, com a queda mais forte, em 46%, a ocorrer nas companhias europeias.

Seguem-se, por ordem decrescente das previsões de queda de tráfego, as companhias da América Latina, com um decréscimo em 41%, as companhias do Médio Oriente, com -39%, as companhias da Ásia e Pacífico, com -37%, as companhias de África, com -32%, e finalmente as companhias da América do Norte, com -27%.

A IATA também divulgou as estimativas de quebras de receitas por regiões, apontando para um decréscimo de 88 mil milhões de dólares nas companhias da Ásia e Pacífico, 76 mil milhões nas companhias da Europa, 50 mil milhões nas companhias da América do Norte, 19 mil milhões nas companhias do Médio Oriente, 15 mil milhões nas companhias da América Latina e quatro mil milhões nas companhias de África.

 

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