IATA prevê que impacto da Covid na aviação leve à perda de 141 mil postos de trabalho em Portugal

26-03-2020 (17h05)

Foto: Trinity Moss / Unsplash
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A IATA avançou hoje estimativas do impacto da pandemia de Covid na aviação em 13 países europeus, entre os quais Portugal, para onde aponta para uma quebra de 141 mil postos de trabalho e um decréscimo de seis mil milhões de dólares no PIB.

A previsão da IATA é de que as receitas de tráfego das companhias portuguesas caiam este ano três mil milhões de dólares com um decréscimo de passageiros em voos de/para Portugal em 21,3 milhões.

O Reino Unido, com uma quebra de 113,5 milhões de passageiros, é o país mais com a maior quebra de tráfego, seguido por Espanha, com uma quebra de 93,7 milhões, Alemanha, com menos 84,4 milhões, Itália, com menos 67,7 milhões, França, com menos 65 milhões, e Rússia, com menos 51,7 milhões.

Em receitas, o Reino Unido é também o país com a maior quebra, com decréscimo de 21,7 mil milhões de dólares, seguido pela Alemanha, com menos 15 mil milhões, Espanha, com menos 13 mil milhões, e França, com menos 12 mil milhões.

Relativamente ao impacto no emprego, a IATA aponta para 750 mil postos de trabalho perdidos em Espanha, 427 mil na Turquia, 402 mil no Reino Unido, 400 mil na Alemanha, 330 mil na Rússia e 318 mil em França.

Em impacto potencial no PIB a IATA aponta Espanha com menos 49,4 mil milhões de dólares, e depois o Reino Unido, com quebra de 32,7 mil milhões, França, com menos 28,5 mil milhões, e Itália, com menos 17,4 mil milhões.

Estes dados fazem parte da pressão da IATA para que os governos europeus avançam urgentemente com medidas de alívio financeiro para as suas companhias de aviação, referindo que o seu último “cenário” aponta para que tenham uma quebra de receitas que ascende a 76 mil milhões de dólares e uma quebra de tráfego de passageiros em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) em 46%, acrescentando que uma quebra dessa dimensão porá em perigo 56 milhões de postos de trabalho e 378 mil milhões de riqueza suportada pelo transporte aéreo.

Rafael Schvartzman, vice-presidente regional para a Europa da IATA, citado no comunicado da Associação, salienta que a aviação é o suporte de 12,2 milhões de postos de trabalho na Europa e a sua contribuição para o PIB do continente eleva-se a 823 mil milhões de dólares.

Rafael Schvartzman diz também que cada posto de trabalho criado pelo sector da aviação suporta outros 24 na economia, para reivindicar que os governos reconheçam “a importância vital da indústria do transporte aéreo e que precisa de apoio urgentemente”.

A declaração do dirigentes associativo especifica que o sector da aviação precisa urgentemente de uma “emenda temporária” do regulamento 261, que diz respeito a indemnizações a passageiros por atrasos e cancelamentos, reivindicando nomeadamente que sejam permitidos vouchers em lugar de reembolsos, como aconteceu com operadores turísticos, o que dará às companhias aéreas “espaço para repararem os seus cash flows”.

Adicionalmente, a IATA quer um pacote de medidas que viabilize a continuidade do transporte de carga, incluindo procedimentos tipo fast track para a obtenção de permissões de sobrevoo e aterragem, isenção das tripulações da exigência de quarentenas e remoção dos “impedimentos económicos” tipo taxas de sobrevoo, fees de estacionamento e restrições de slots.

Para ler mais clique:

IATA reviu para mais do dobro a perda de receitas da aviação devido à pandemia de covid-19

 

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