IAG declara quebra de lucros em 2019 em 39,6%

28-02-2020 (18h40)

Foto: Iberia
Foto: Iberia

O IAG, grupo a que pertencem British Airways, Aer Lingus, Iberia, Vueling e Level, declarou um lucro de 1.715 milhões de euros para o ano de 2019, que é 39,6% ou 1.123 milhões menor que o declarado para o ano de 2018.

A quebra deve-se desde logo à quebra do resultado operacional em 1.320 milhões de euros (-33,6%), para 2.613 milhões, por um aumento dos custos em 11,2% ou 2.313 milhões, enquanto a receita cresceu 5,1% ou 1.248 milhões, pra 25.506 milhões.

Entre os custos que ‘desequilibraram as contas sobressaem os encargos com pessoal, que subiram 29,5% ou 1.282 milhões, para 5.634 milhões, incluindo um encargo “excepcional” de 672 milhões, e os custos de combustíveis, que aumentaram 14% ou 738 milhões, para 6.021 milhões.

A compensar ainda que em pequena margem estiveram os custos de vendas, que baixaram 0,8% ou oito milhões, para 1.038 milhões, o que o grupo atribui a redução de comissões decorrente do “novo modelo de distribuição, juntamente com benefícios do mix de canais de venda, com um aumento das vendas directas”.

As contas publicadas pelo IAG indicam que, do lado da receita, embora declare um aumento das receitas de passagens em 5% ou 1.067 milhões de euros, para 22.468 milhões, comparando com o aumento de capacidade que fez em 2019, em 4% em ASK (lugares x quilómetros voados) teve um aumento da receita unitária (por ASK) de apenas 1%, e com base na melhoria da taxa de ocupação, que que subiu 1,3 pontos, para 84,6%, porque o yield (receita de passagens por passageiro voado um quilómetro) até baixou 0,6%, o que ajudou a que o aumento da receita tenha sido inferior à subida do custo por ASK, que aumentou 2,9%.

Por companhias, o balanço do IAG indica que todas tiveram aumentos de receita unitária em 2019, mas abaixo das subidas do custo unitário, com subidas da receita unitária em 1,6% na British Airways face a aumento do custo unitário em 3%, 1,5% face a 3,2% na Iberia, 2,3% face a 4,1% na Vueling e 1,5% face a 4,5% na Aer Lingus.

Assim, todas tiveram quebra da margem operacional em 2019, de 1,1 pontos na British Airways, para 14,5%, de 1,5 pontos na Iberia, para 8,8%, de 1,5 pontos na Vueling, para 9,8%, e de 2,5 pontos na Aer Lingus, para 13%.

 

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