IAG declara que em 2017 teve “um desempenho muito bom”

23-02-2018 (17h45)

Foto: Nick Morris/British Airways
Foto: Nick Morris/British Airways

O IAG, grupo de aviação que inclui a British Airways, a Iberia, a Aer Lingus, a Vueling e a Level, anunciou hoje que em 2017, a despeito de o crescimento dos seus proveitos ter ficado em 1,8%, o seu resultado operacional subiu 9,8%.

“Estamos a comunicar um muito bom desempenho da totalidade do ano”, começa por dizer uma declaração do CEO do grupo, Willie Walsh em declaração publicada no comunicado a divulgar os resultados, destacando que sem não recorrentes, que ascenderam a -288 milhões de euros (-51 milhões em 2016), o lucro operacional ultrapassou os três mil milhões de euros, cifrando-se em 3.015 milhões (2.535 milhões em 2016).

O grupo revelou que a sua companhia que a British Airways foi a sua companhia que teve o mais forte aumento de proveitos, com uma subida em 7,2%, para 12.269 milhões de libras, seguida pela Iberia, com +5,8%, para 4.851 milhões de euros, Aer Lingus, com +5,3%, para 1.859 milhões de euros, e, finalmente, Vueling, com +2,9%, para 2.125 milhões de euros.

A Vueling, que registara uma crise na época alta de 2016, foi a que teve a melhor variação da margem operacional, com uma subida de seis pontos percentuais, mas manteve-se ainda assim nos 8,9%, apenas melhor que os 7,7% da Iberia (+1,8 pontos que em 2016), mas distante da Aer Lingus, com 14,5% (+1,3 pontos), e da British Airways, com 14,3% (+1,4 pontos).

A informação indica que as companhias do IAG tiveram em 2017 uma quebra em 2,1% do yield (preço médio que cada passageiro pagou por quilómetro voado), mas com uma subida da taxa média de ocupação dos voos em um ponto, para 82,6%, a receita média de passageiros por lugar voado um quilómetro (receita unitária) baixou apenas 1%.

Essa descida, no entanto, foi menor que a redução dos custos por lugar voado um quilómetro, que baixaram 2,9%, com -7,8% na componente combustíveis e -1,3% nos restantes custos.

Este desempenho é p que justifica a subida do resultado operacional em 9,8% (+18,9% excluindo os não recorrentes) e do lucro líquido em 3,5% (+12,7% sem não recorrentes), ainda que os custos não operacionais tenham disparado 91,8%.

O balanço indica também que o total de custos operacionais baixou 126 milhões de euros, ainda que as companhias do grupo tenham aumentado a sua operação (medida em ASK, do inglês para lugares x quilómetros voados) em 2,6% e tenham registado um crescimento do tráfego (medido em RPK, do inglês para passageiros x quilómetros voados) em 3,8%, com um total de passageiros embarcados em alta de 4,1%, para 104,8 milhões.

 

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