Grupo Lufthansa gera mais 635 milhões de lucro operacional em 2006, com ‘economia’ de 839 milhões em combustível

16-03-2017 (12h14)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O grupo Lufthansa, nº 1 europeu em receitas, revelou hoje ter alcançado 2.190 milhões de euros de lucro de actividades operacionais em 2016, com um aumento em 40,8% ou 635 milhões face a 2015, apesar de uma quebra das receitas em 1,2% ou 396 milhões, pelas reduções de custos em que avultam os 899 milhões (-15,5%) economizados em combustível.

O balanço mostra que considerando apenas o transporte aéreo de passageiros e de carga, a quebra de receitas em 2016 foi de 3,3% ou 845 milhões de euros, para 24.661 milhões, cuja principal causa segundo o grupo foi a quebra do preço (do yield ou preço médio por quilómetro voado, na aviação).

“Apesar de um aumento do tráfego, a receita de tráfego do segmento [do transporte aéreo de passageiro] baixou 2,4%, para 22,3 mil milhões de euros”, lê-se no balanço, que acrescenta de seguida que embora as vendas em volume tenham aumentado 2,8%, os preços caíram em média 4,3%, a que acresceu também uma evolução desfavorável das taxas de câmbio (-0,9%).

Assim, especifica a apresentação do balanço, embora o grupo pelo seu crescimento tenha registado um aumento de proveitos em 676 milhões de euros, via preço (yield) teve uma quebra de 1.288 milhões e via flutuações cambiais teve um ‘rombo’ adicional de 233 milhões, o que explica o decréscimo da receita de 32.056 milhões de euros em 2015 para 31.660 milhões no ano passado.

A mesma informação especifica ainda que em receitas de tráfego teve uma quebra em 3,3%, de 25.506 milhões de euros para 24.661 milhões, parcialmente compensada por um aumento dos proveitos de outras actividades do grupo em 6,9%, de 6.550 milhões para 6.999 milhões.

O grupo também deixou expresso o quanto o penalizou a quebra do preço do transporte aéreo de passageiros, indicando que embora no ano passado tenha aumentado a sua capacidade (em ASK = lugares x quilómetros voados) em 4,6%, a sua receita unitária (por ASK) caiu 6,6% (-5,8% a câmbios constantes), pela quebra do yield em 5% (-4,1% a câmbios constantes) e pela queda da taxa média de ocupação dos voos em 1,4 pontos, porque o crescimento do tráfego em RPK (passageiros x quilómetros voados) ficou em 2,8% (face a aumento da capacidade em 4,6%).

O que valeu, pois, ao grupo foi que o custo unitário (por ASK) ‘deu um trambolhão’ de 10,6%, ‘empurrado’ pelo combustível, mas também com alguma contribuição do conjunto das restantes rubricas de encargos, expressa numa redução do seu custo médio por ASK a câmbios constantes em 2,5%.

O balanço especifica a esse respeito que além do decréscimo da factura de combustível em 15,5% ou 899 milhões, para 4.885 milhões de euros, o grupo teve também reduções de 19,1% ou 105 milhões em compra de bens, para 444 milhões, bem como reduziu perdas cambiais em 43,3% ou 696 milhões, para 910 milhões.

 

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