Grupo Lufthansa ‘enterra’ projecto “família WINGS”

26-06-2019 (17h35)

O Grupo Lufthansa, nº1 da Europa em tráfego transportado, assumiu esta semana a falência do projecto que há cinco anos apelidava de “família WINGS”, com base no modelo da low cost Germanwings, de que a ‘novidade’ era a aposta no longo curso low cost com a Eurowings.

Foi em Julho de 2014 que o então CEO do Grupo Lufthansa Carsten Spohr anunciou a “WINGS long-haul”, apresentada como uma companhia low-frills com uma nova marca, tendo por base a concepção que “as viagens privadas estão a crescer mais rapidamente que o segmento de viagens empresariais” (para ler mais clique: Grupo Lufthansa anuncia ‘revolução’ ‘sem’ alianças e com low cost intercontinental).

Mas esta semana o Grupo deu por findo esse projecto que segundo a imprensa internacional lhe estava a custar dois milhões de euros por dia.

Ainda não está totalmente claro o que tenciona fazer, a não ser que a Eurowings deixa o longo curso e ficará apenas com voos ponto a ponto de curto e médio cursos.

A maior indefinição é, porém, quanto à companhia de aviação belga Brussels, de que o grupo Lufthansa exerceu a opção de tomar a totalidade do capital em 2016, com a garantia de que manterá a marca, acrescentando a assinatura “Member of the Eurowings Group” (clique para ler: Lufthansa assume 100% da Brussels e integra-a no grupo Eurowings a partir de 2018).

O Grupo anunciou esta semana que apenas no terceiro trimestre apresentará novos planos para a Brussels, depois que ser membro da Eurowings deixou de ser opção.

Este desfecho para o que Carsten Spohr apelidava de “família WINGS” começou a ser a perspectiva mais plausível depois que em Abril o grupo Lufthansa indicou que para a subsidiária Eurowings perspectivava crescimento zero este ano, quando alguns meses antes ainda apontava para um aumento de capacidade de 2% (clique para ler: Lufthansa 'congela' expansão da Eurowings).

As medidas anunciadas passam também por reduzir de quatro a apenas um na Alemanha o número de Certificados de Operador Aéreo detidos pela Eurowings, bem como reduzir o número de aviões na sua frota, actualmente de 139, em 10% a 20%.

O objectivo anunciado pelo grupo é que o custo unitário (por lugar voado um quilómetro) da Eurowings caia de 6,6 cêntimos de euro em 2018 para 6,10 cêntimos este ano e 5,20 cêntimos em 2022.

 

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