Grupo Lufthansa afinal até gastou mais 38 milhões com sistemas de distribuição computorizados em 2016

16-03-2017 (13h50)

Mas reduziu comissões às agências de viagens em 16 milhões

Os encargos com sistemas computorizados de distribuição foram a rubrica de ‘outras despesas operacionais' que mais aumentou em 2016 no grupo Lufthansa, como mostra o seu balanço do ano passado, que, assim, põe em questão a estratégia comercial anunciada pelo grupo em 2015 de ‘corte' com os GDS para privilegiar os seus canais directos.

O balanço publicado hoje indica que o grupo teve 449 milhões de euros de despesa com sistemas de distribuição computorizados, com um aumento em 9,2% ou 38 milhões de euros face a 2015.

A informação consta do que o grupo designa por "outras despesas operacionais", entre as quais estão incluídas também as comissões por vendas pagas às agências de viagens, que no ano passado ascenderam a 316 milhões de euros, com um decréscimo em 4,8% ou 16 milhões face a 2015.

O documento não apresenta qualquer explica quer para este decréscimo quer para o aumento dos encargos com sistemas computorizados de distribuição, mas um dos tópicos em que se foca o relatório de gestão é o "alegado progresso na implementação da estratégia de distribuição" anunciada em 2015 e de que uma das medidas mais mediáticas foi a introdução de uma taxa de 16 euros sobre as reservas feitas em GDS (a DCC, do inglês para Distribuition Cost Charge).

O balanço diz que a introdução dessa taxa "ficou estabelecida no mercado" e que, "ao mesmo tempo, a percentagem de reservas directas nas companhias de rede, especialmente nos seus mercados domésticos, tem aumentado continuamente".

O documento diz ainda que negociações de reservas directas com clientes, operadores turísticos, agências de viagens e fornecedores de tecnologia estãp a proporcionar um "contínuo fluxo de êxitos", acrescentando que a procura de serviços complentares, como upgrades, serviços de bagagens, hotéis, rent-a-car e seguros, também aumento.

"A nova estratégia de distribuição torna possível providenciar ofertas atractivas e variadas que vão ao encontro dos cada vez mais individuais e dinâmicos requisitos dos parceiros de vendas e dos clientes coporate, ao mesmo tempo permitindo uma gestão de yield melhorada", conclui o documento.

 

Para ler mais clique:

Grupo Lufthansa gera mais 635 milhões de lucro operacional em 2006, com ‘economia' de 839 milhões em combustível

Quebra do yield dos voos da América do Sul do grupo Lufthansa atinge 19,9% em 2016

 

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  • Joao Real

    Os Agentes de Viagem , são sempre uma mais valia e não um custo !

    17-03-2017 (08h54)


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