Grupo LATAM atesta saída do Brasil de nove trimestres consecutivos de queda das receitas de transporte de passageiros

16-03-2017 (16h04)

LATAM Airlines
LATAM Airlines

O grupo LATAM, constituído pela integração da brasileira TAM na chilena LAN, comunicou hoje que no último trimestre de 2016 teve um aumento das receitas totais em 6,7% impulsionado pelo crescimento em 6,9% das receitas de passagens, sublinhando que se trata da primeira subida após nove trimestres consecutivos de quedas.

“Esta melhoria da receita consolida e amplia a tendência positiva do terceiro trimestre da receita por ASK” [receita unitária ou receita por lugar voado um quilómetro”, assinala o balanço do grupo, que mostra que essa evolução recente não foi suficiente para reverter as quedas do primeiro semestre de 2016, pelo grupo terminou o ano com uma queda da receita em 6%, para 9.527,1 milhões de dólares.

A ênfase do balanço vai, porém, para a evolução mais recente no mercado brasileiro, com o grupo a dizer que a LATAM Airlines Brazil (antiga TAM) continua a ver resultados positivos da estratégia de ajustamento da capacidade de transporte aéreo de passageiros nos mercado doméstico e internacional, “com um significativo aumento da receita por ASK” (receita unitária, que reflecte o yield ou preço médio por quilómetro voado e a taxa de ocupação dos voos.

O balanço especifica seguidamente que o grupo reduziu a capacidade doméstica no Brasil no 4º trimestre do ano passado em 10,9% e “consequentemente as receitas por ASK aumentaram 34,8%”, impulsionadas por um aumento em 14,8% da receita unitária em reais, a que se somou uma valorização em 14,3% da divisa brasileira.

Adicionalmente, acrescenta o balanço, a LATAM Airlines Brazil também reduziu a capacidade em voos entre o Brasil e os Estados Unidos, em aproximadamente 36% no 4º trimestre.

O grupo avança de seguida que no ano de 2016 alcançou um resultado operacional de 567,9 milhões de dólares, com uma subida em 10,5% face a 2015, o que se traduziu numa melhoria da margem operacional em 0,9 pontos, para 6%, mas o resultado líquido manteve-se ‘no vermelho’, com um prejuízo de 219,3 milhões de dólares, mas “mostrando [uma tendência] positiva pela primeira vez desde 2011”.

O grupo ‘fechou’ 2016 com 9.527,1 milhões de dólares de receitas, em queda de 5,9%, com -6,3% em receitas de passagens, para 7.877,7 milhões, -16,5% em receitas de carga, para 1.110,6 milhões, e +39,7% em outros proveitos, para 538,7 milhões.

Os custos operacionais, por sua vez, baixaram 6,8%, para 8.959,2 milhões de dólares, sobressaindo os decréscimos em 22,4% da factura de combustíveis, para 2.056,6 milhões, em 11,1% das comissões às agências de viagens, para 269,3 milhões, e em 16,3% em manutenção de aviões, para 366,1 milhões.

Forte impacto nos resultados teve também a rubrica “outras receitas/despesas” de resultados financeiros, que em 2015 significaram um encargo de 532,7 milhões de dólares e em 2016 deram um ganho de 47,3 milhões.

 

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