Groundforce lucra 8,7 milhões de euros em 2017 e distribui prémio aos trabalhadores

08-05-2018 (16h24)

A empresa de assistência em terra a aviões e passageiros (handling) Groundforce dos grupos Urbanos e TAP vai distribuir aos trabalhadores, pela primeira vez, um prémio de quase 1,1 milhões de euros, depois de em 2017 ter um resultado positivo de 8,7 milhões de euros.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o CEO da empresa, Paulo Leite, assinalou a “situação financeira estável” e precisou que, na comparação entre 2016 e 2017, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e provisões) ou meios libertos pela exploração mais do que duplicou (+120,5%) para 8,568 milhões de euros, face a um aumento das vendas em 9,1%, para 124 milhões de euros.

O CEO realçou ainda o aumento do investimento em 437%, atingindo 3,5 milhões de euros, e expressou “muito orgulho” pela distribuição inédita de prémios num total de 1.095.310,89 euros.

As apostas, nomeadamente no investimento, já reflectem o fim recente do processo de atribuição de licenças de actividade pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para passageiros, bagagens e operações em pista nas escalas de Lisboa, Porto e Faro para os próximos sete anos.

Quanto ao planeado novo aeroporto da capital, o CEO referiu estar em cima da mesa a chamada solução ‘Lisboa+1’, pelo que a licença de actividade da ANAC estará válida.

“Somos espectadores atentos, participando e dando opiniões”, disse o CEO, lembrando que a actividade da Groundforce vai depender de “como se vai fazer a alocação de companhias”.

Lembrando o ano que passou, Paulo Leite destacou ainda a renegociação do acordo de revisão salarial até 2019 para 87% dos trabalhadores e o contributo dos colaboradores para os resultados positivos da empresa, que este ano estima aumentar o EBITDA em 19,4% para 10,2 milhões de euros e as vendas em 12,9% para 137 milhões de euros.

A aumentar também estará o investimento, em 88,5%, para 6,6 milhões de euros, e o pessoal, para mais de 3.000. O prémio de distribuição de lucros deverá aumentar em 65% para 1,8 milhões de euros.

A maior fatia do investimento será em equipamentos e em tecnologias de informação.

O presidente executivo explicou a evolução positiva dos resultados da empresa pelo “próprio crescimento da actividade” dos aeroportos, que, com excepção de Faro e Porto Santo, segundo disse, anularam a sazonalidade, exemplificando com o passado mês de Abril em Lisboa, que teve uma operação idêntica a Agosto, tradicionalmente um mês de pico da actividade, de 2016.

Esta evolução tem levado a melhorar a racionalidade do uso dos equipamentos, assim como à automatização de processos para melhorar a rentabilidade.

A Groundforce está a desenvolver testes piloto, como o que acontecerá no Porto este mês, para triar bagagem de mão e diminuir atrasos nos voos, com a perspectiva de fazer a entrega de bagagem logo à entrada dos aeroportos.

A operar actualmente em Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo, a empresa foi privatizada em 2003, fruto do spin off da unidade de negócio de operações em terra da TAP.

A quota média de mercado é actualmente de 60%, acrescentou Paulo Leite, que destacou que na lista de clientes estão as principais companhias de bandeira.

A empresa assiste diariamente 58 mil passageiros, 550 movimentos de aeronaves, manuseia mais de 400 toneladas de carga e processa mais de 47 mil peças de bagagem.

O índice de pontualidade é 95%, afirmou o executivo, acrescentando que o tempo de chegada ao tapete da primeira e última bagagem é de 15 a 22 minutos.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal/Grupo Urbanos, em 43,9% pelo Grupo TAP e em 6% pela Portugália, também do Grupo TAP.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para mais notícias: Aviação

Clique para mais notícias: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

TAP já voa para Washington – Dulles

17-06-2019 (17h16)

A TAP já liga as capitais de Portugal e dos Estados Unidos, com a inauguração no Domingo do seu voo TP231 para Washington – Dulles, que informou ter preços de ida desde 253 euros.

Lufthansa responsabiliza excesso de capacidade na Europa pela quebra de resultados

17-06-2019 (15h15)

O grupo Lufthansa, maior grupo de aviação da Europa em número de passageiros e em tráfego medido em RPK (passageiros x quilómetros voados), responsabiliza um alegado excesso de capacidade na Europa por uma evolução pior do que previa, mas os seus dados mostram que a subsidiária mais problemática é a Eurowings, que até era identificada com o negócio de voos de longo curso low cost.

Lufthansa alarma mercados com revisão em forte baixa da previsão de resultados

17-06-2019 (14h46)

A Lufthansa revelou hoje uma previsão de queda acentuada do resultado operacional ajustado de não recorrentes, que conduziu a forte quebra da sua cotação na Bolsa de Frankfurt e ‘ondas de choque’ nos títulos das outras companhias de aviação europeias.

TAP quadruplica oferta de obrigações para até 200 milhões de euros

14-06-2019 (19h03)

A TAP decidiu multiplicar por quatro o número e valor de obrigações a emitir, no âmbito do empréstimo obrigacionista em curso, passando de 50 milhões de euros para até 200 milhões de euros, foi hoje comunicado ao mercado.

TAP recebe mais três Airbus A330neo e já conta com dez

14-06-2019 (16h58)

A TAP anunciou hoje ter recebido mais três aviões Airbus A330neo e que, assim, já com dez unidades deste avião que diz contribuir “com mais de 24 milhões de euros para a economia portuguesa” e “mais de 600 postos de trabalho para o País”.

Noticias mais lidas