Expansão internacional penaliza ocupação média da Azul em Outubro

07-11-2018 (14h50)

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA Aeroportos

A Azul, companhia de aviação brasileira fundada e presidida por David Neeleman, também accionista de referência da TAP, indicou que alcançou em Outubro um crescimento médio do tráfego de passageiros em 16,6%, mas ainda assim teve uma ligeira descida da taxa média de ocupação dos voos, que baixou 0,5 pontos, para 82,4%.

A causa foi a evolução nas operações internacionais, uma das quais a ligação Viracopos, Campinas - Lisboa, nas quais aumentou a capacidade em 24,1%, mas teve um crescimento do tráfego de apenas 16,4%, causando-lhe uma queda da taxa média de ocupação de 5,6 pontos, para 84,9%.

A compensar parcialmente esse decréscimo esteve um aumento de 0,7 pontos em voos domésticos, para 81,6%, nos quais teve um crescimento do tráfego em 15,7% face a um aumento de capacidade em 14,6%.

Citado na informação divulgada pela companhia sobre evolução do tráfego, o CEO John Rodgerson realçou o crescimento médio de tráfego no conjunto dos primeiros dez meses deste ano, em 16,7%, salientando que ocorreu “com crescimento na taxa de ocupação, que totalizou 82,1%”.

A sua interpretação desses dados é que evidenciam “uma demanda robusta”, ainda que, como também assinala “especialmente em voos domésticos”.

A companhia indicou que nos primeiros dez meses deste ano teve um aumento médio do tráfego em 16,9%, com +7,9% em voos domésticos e +52,4% em internacionais.

Ainda assim, e embora a Azul tenha dedicado 64,4% do seu aumento de capacidade nos primeiros dez meses do ano a rotas internacionais, estas representaram apenas 24,9% da capacidade e 26,3% do tráfego neste período.

O que, no entanto, também permitiu que tendo uma queda da taxa média de ocupação dos voos internacionais em 3,5 pontos, para 86,7%, a sua evolução global tenha sido um aumento em 0,2 pontos, para 82,1%, porque em voos domésticos, que representaram 75,1% da sua capacidade e 73,7% do seu tráfego total, teve uma subida de 0,5 pontos, para 80,6%.

John Rodgerson realça na mesma declaração que a Azul continua a ser “a companhia aérea mais pontual do Brasil e uma das top 5 do mundo, com uma taxa de pontualidade de 87,3%, de acordo com a FlightStats”.

 

Clique para mais notícias: Azul

Clique para mais notícias: Aviação

Clique para mais notícias: Brasil

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Ryanair alega queda mais forte das tarifas para emitir profit warning

18-01-2019 (16h12)

A low cost Ryanair baixou em cerca de cem milhões de euros o intervalo da previsão de lucros do exercício 2017/2018, que termina em Março, apontando como causa uma queda dos preços dos voos mais forte do que antecipara.

TAP confirma A321neo LR na rota Porto – Newark

18-01-2019 (11h56)

A TAP confirmou que a partir de 1 de Junho vai voar entre Porto e Nova Iorque Newark seis vezes por semana com um avião Airbus A321neo Long Range, como o PressTUR noticiou esta terça-feira, dia 15.

Norwegian vai encerrar bases em Espanha, Itália e EUA

18-01-2019 (11h30)

A companhia de aviação Norwegian Air Shuttle anunciou que vai encerrar a partir de Abril várias bases em Espanha, Itália e Estados Unidos, para melhorar o seu desempenho financeiro.

Aeroportos portugueses já ficaram em Novembro abaixo do crescimento médio na União Europeia

17-01-2019 (17h49)

O estancamento do Aeroporto de Lisboa arrastou o país dos tops de crescimento da aviação comercial na União Europeia para níveis inferiores à média, de acordo com o ACI Europa, que até mostrou Faro no Top5 de crescimento em Novembro dos aeroportos com cinco milhões a dez milhões de passageiros por ano.

“A festa poderá estar a acabar em breve”, avisa director-geral do ACI Europa

17-01-2019 (17h47)

O director-geral do ACI Europe, Olivier Jankovec, citado em comunicado da organização, comentou que os dados de Novembro mostram que o transporte aéreo de passageiros “continuam a desafiar um ambiente geopolítico e económico crescentemente desafiador”, mas que “a festa poderá estar a acabar em breve”.