euroAtlantic quer no Irão “a mesma vontade política que houve na China”

15-12-2017 (14h21)

A limitação da Embaixada portuguesa na emissão de vistos para cidadãos iranianos, que é o único entrave à realização de voos entre Irão e Portugal, pode ser resolvida se existir "a mesma vontade política que houve com a China", defende Eugénio Fernandes, administrador da euroAtlantic.

O executivo, que falava aos jornalistas durante uma viagem ao Irão entre 8 e 13 de Dezembro, garante que existe procura para as ligações aéreas entre os dois países, principalmente no sentido Irão - Portugal, em viagens de lazer, e nos dois sentidos em viagens profissionais e de negócios.

Um mercado ‘de peso' que entra na equação é o das viagens de iranianos a viver na América do Norte, sobretudo no mês de Março, quando é celebrado o Ano Novo do calendário persa.

As viagens entre a América do Norte e o Irão, actualmente realizadas com escala em vários aeroportos europeus, poderiam ser feitas via Lisboa com um ‘stopover' na capital portuguesa, perspectiva Eugénio Fernandes, administrador da euroAtlantic.

Mas há oportunidades de negócio em outros sectores, assegura o executivo, que defende que "o mercado é bom, há potencialidades e todos podemos ter a ganhar com isso".

Eugénio Fernandes e outros quadros da companhia aérea de Tomaz Metello visitam o Irão regularmente há seis anos para participar em seminários, congressos sobre aviação e promover uma aproximação entre os dois países que torne viável uma ligação aérea.

Ao longo desses seis anos, a euroAtlantic conseguiu o estatuto de companhia aérea designada para operar serviços regulares entre os dois países, sendo a Iran Air a transportadora designada do lado iraniano, e criou o seguro exigido para a obtenção do certificado de operador aéreo.

Depois de ultrapassados "muitos entraves", Eugénio Fernandes diz que "o único [obstáculo] neste momento que existe para nós é a capacidade da nossa representação consular em dar vistos Schengen aos cidadãos iranianos em quantidade que justifique um voo".

O administrador da euroAtlantic defende que é necessário "criar a vontade política de dotar a nossa representação de um orçamento maior para ter mais gente, para ter mais impressoras, para ter um horário de funcionamento maior, para conseguir fazer mais entrevistas".

Enquanto isso não for feito, "é impossível ter um voo, porque o avião não espera para que as pessoas tenham os vistos".

"Se se conseguir que exista no Irão a mesma vontade política que houve na China, a solução será mais rápida", reforçou Eugénio Fernandes.

Nesse sentido, a euroAtlantic ganhou um novo alento a 9 de Dezembro, quando o embaixador de Portugal no Irão, João Côrte Real, garantiu que Portugal terá em 2018 melhores condições de atribuição de vistos (clique para ler: Voos Irão - Portugal só dependem da capacidade de emissão vistos - euroAtlantic).

Havendo capacidade suficiente para atribuição de vistos, o passo seguinte para a euroAtlantic é "voltar a verificar o interesse dos parceiros iranianos para assumir risco", conclui Eugénio Fernandes, sublinhando que "o lançamento de um voo é uma coisa que nunca demora menos de três a seis meses".

Do lado português, o administrador euroAtlantic quer "acreditar que os nossos operadores tenham capacidade, interesse e audácia em tentar programar este destino".

A euroAtlantic organizou uma viagem para jornalistas portugueses ao Irão entre 8 e 13 de Dezembro em parceria com a Embaixada do Irão em Portugal e com a Pass Travel, uma agência de viagens portuguesa especializada no Irão.

 

O PressTUR viajou ao Irão a convite da euroAtlantic


Ver também:

Reconhecimento de Portugal no Irão segundo empresários iranianos


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