Eddie Wilson é novo CEO da Ryanair, Michael O’Leary fica à frente do Grupo

30-08-2019 (16h55)

Eddie Wilson, até agora director de recursos humanos da Ryanair, assume a presidência executiva da companhia aérea irlandesa a 1 de Setembro, substituindo Michael O'Leary, que se mantém à frente da Ryanair Holdings.

Numa nota enviada aos trabalhadores da low cost, a que a agência noticiosa espanhola Efe teve acesso, Michael O'Leary anunciou que o seu substituto irá assumir o cargo "imediatamente", embora esteja programado um "processo de transição" de três meses.

Michael O'Leary mantém-se à frente do Grupo Ryanair, que inclui além da companhia irlandesa também a austríaca Lauda, a polaca Buzz e a Malta Air.

O executivo desejou a Eddie Wilson, que entrou na Ryanair em 1997, "êxito" no novo cargo, numa altura em que a empresa enfrenta "tempos muito difíceis", designadamente devido à saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), prevista para 31 de Outubro, e aos atrasos na entrega dos Boeing 737 MAX.

Michael O'Leary sublinha ainda que a Ryanair viu-se obrigada a fechar ou redimensionar algumas bases para "acomodar o facto" de ter menos 30 aviões do que o previsto este Inverno e "provavelmente o mesmo número, ou mais, no próximo Verão".

Na semana passada, a Ryanair anunciou que irá encerrar em 8 de Janeiro de 2020 as suas bases nos aeroportos espanhóis de Las Palmas, Tenerife Sul, Lanzarote e Girona.

Na sequência desse anúncio, o sindicato de tripulantes USO comunicou que a Ryanair já tinha iniciado um plano para despedir até 512 pessoas (clique para ler: Ryanair inicia processo para despedir 512 funcionários em Espanha).

Os tripulantes de cabina da companhia em Espanha convocaram uma greve para os dias 1, 2, 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27 e 29 de Setembro, enquanto os pilotos apresentaram um pré-aviso de greve para os dias 19, 20, 22, 27 e 29 de Setembro.

A Ryanair apelou aos sindicatos para a desconvocação das greves, declarando-as “condenadas ao fracasso” uma vez que é “irreversível” o fecho das bases nas Canárias até que esteja resolvido o problema dos atrasos na entrega dos aviões B737 Max (clique para ler: Ryanair declara “irreversível” fecho das bases nas Canárias).

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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