Delta Air Lines partilhou 1,1 mil milhões de dólares de lucros com os trabalhadores em 2017

15-01-2018 (12h18)

A companhia de aviação norte-americana Delta Airlines, apesar de uma quebra do lucro líquido em 18%, para 3.577 milhões de dólares (2,93 mil milhões de euros) em 2017, distribuiu no ano passado pelos seus 80 mil trabalhadores 1,1 mil milhões de dólares (mais de 900 milhões de euros) no âmbito do seu programa de partilha de lucros.

O balanço do CEO da companhia, Ed Bastian, de acordo com uma declaração divulgada no balanço do ano diz que no ano passado o pessoal da companhia esteve à altura dos desafios e “produziu sólidos resultados financeiros” e que é “uma honra reconhecer os seus méritos com 1,1 mil milhões de dólares de partilha de lucros”.

De acordo com o balanço, em 2017, a Delta Air Lines, que este ano vai reforçar a operação para Portugal, e a sua subsidiária Delta Connection somaram 41.244 milhões de dólares (cerca de 33,8 mil milhões de euros ao câmbio de hoje), com um aumento em 4% ou 1.605 milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) face a 2016.

Porém, os custos subiram mais, tendo aumentado 7% ou 2.443 milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros), para 35.130 milhões de dólares (cerca de 28,78 mil milhões de euros), sobressaindo o aumento os aumentos em 20% ou 171 milhões de dólares do combustível, para 1.023 milhões, em 18% ou 333 milhões das amortizações e provisões, para 2.235 milhões, em 18% ou 160 milhões em serviços aos passageiros, para 1.067 milhões, em 23% ou 66 milhões em aluguer de aviões, para 351 milhões, em 13% ou 263 milhões dos “outros”, para 2.249 milhões, e em 10% ou 193 milhões da contratação de serviços, para 2.184 milhões.

Assim, o lucro operacional da companhia caiu 12% ou 838 milhões de dólares (686,7 milhões de euros), para 6.114 milhões (cerca de cinco mil milhões de euros).

A Delta, que em conjunto com a sua subsidiária transportou no ano passado 186,39 milhões de passageiros, indicou agora que cada um deles pagou em média 15,99 cêntimos do dólar por milha voada (yield), +0,9% que em 2016, o que associado a uma melhoria da taxa média de ocupação dos voos em um ponto, para 85,6%, concluiu 2017 com um aumento em 2,1% da receita unitária (por lugar voado uma milha).

O seu custo unitário, porém, subiu 4,3%, par o que contou designadamente o aumento do preço do galão de jet fuel em 12,8%.

A informação indica ainda que a 31 de Dezembro de 2017 a frota do grupo incluía 999 aviões, mais 33 que um ano antes, 24 dos quais na principal companhia aérea, a Delta Air lines, que atingiu um total de 856.

 

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