CVA começa hoje a fazer voos domésticos em parceria com Newtour e Lease-Fly

13-08-2019 (13h28)

Foto: Nils Nedel / Unsplash
Foto: Nils Nedel / Unsplash

A companhia aérea Cabo Verde Airlines (CVA) inicia hoje os voos domésticos entre ilhas cabo-verdianas, em parceria com as portuguesas Lease-Fly e Newtour, para garantir a conectividade ao seu hub na ilha do Sal.

A transportadora aérea, que opera grande parte dos voos internacionais a partir do Sal, inicia hoje as ligações às ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo, realizadas em aviões ATR42-300.

As ligações aéreas entre as ilhas cabo-verdianas eram asseguradas apenas pela companhia Binter, mas o Governo cabo-verdiano tem insistido que o mercado está aberto a novas operadoras.

As ligações domésticas da CVA começam hoje com os voos do Sal para a Praia (Santiago) e regresso, e do Sal para São Vicente e regresso.

A parceria liderada pela CVA envolve a Lease-Fly, uma empresa registada em Portugal e com bases operacionais em Espanha e França, sendo um “operador especializado no transporte aéreo regional e executivo”.

Esta empresa vai disponibilizar os ATR42-300 em regime de locação, o primeiro dos quais, conforme noticiado anteriormente pela Lusa, chegou ao aeroporto da Praia a 30 de Julho.

“Num futuro próximo, a Lease-Fly pretende obter o seu próprio certificado de operador em Cabo Verde e em parceria com a Cabo Verde Airlines operar e incentivar a conectividade inter-ilhas e ao hub na ilha do Sal”, referiu anteriormente a CVA (ver também: Lease-Fly prevê ter certificado de operador aéreo em Cabo Verde em seis meses).

A Newtour é um dos maiores grupos no sector do turismo a operar em Portugal, sendo detentor do operador turístico Soltrópico e do master franchise das agências de viagens Bestravel, entre outras empresas.

“A conexão inter-ilhas, ancorada no programa Stopover, que permite ficar em Cabo Verde até sete dias sem encargos adicionais [relativos ao voo], tem agora condições de sustentabilidade para ser assumida pela Cabo Verde Airlines e os seus parceiros na hotelaria, restauração e na animação turística correspondendo à demanda do mercado interno e contribuindo para o crescimento da indústria de turismo no arquipélago”, explicou a CVA, num anterior comunicado.

Em Março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação.

Para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

A TACV assegurava voos domésticos, que foram abandonados no âmbito do processo de privatização, estando a CVA concentrada apenas nos voos internacionais.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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