Controle de segurança do Aeroporto do Porto já tem mais capacidade

02-03-2018 (16h12)

Foto: ANA Aeroportos de Portugal
Foto: ANA Aeroportos de Portugal

O Aeroporto do Porto inaugurou uma nova área de controle de segurança que permite aumentar em 1.200 passageiros/hora a capacidade de processamento destes serviços, anunciou hoje a ANA - Aeroportos de Portugal.

Em comunicado, a gestora aeroportuária adianta que com a inauguração, quinta-feira, desta nova área, a zona de controle de segurança do Aeroporto Francisco Sá Carneiro “passa a ter novos sistemas de rastreio, idênticos aos que já tinham sido recentemente implementados em Lisboa e Faro”.

“No total serão implementadas 21 novas linhas de rastreio nos três aeroportos. No Porto são inauguradas quatro linhas novas, que se espera possam servir 1.200 passageiros/hora, capacidade a adicionar à dos equipamentos já existentes”, refere a ANA.

No total, acrescenta, este subsistema aeroportuário passará a ter uma capacidade superior em cerca de 60%.

O Chief Operating Officer e administrador da ANA, Thierry Ligonnière, citado no comunicado, afirmou que “a capacidade de um aeroporto resulta de uma combinação da capacidade individual de todos os seus subsistemas”, desde o ‘check-in’, segurança e bagagens até à pista ou à navegação e capacidade aérea.

“No caso do Porto, desde 2017 que foram anunciados investimentos que nos permitem servir mais passageiros na zona de controle de segurança, tendo em vista o aumento de capacidade deste aeroporto, para fazer face ao que prevemos que seja a evolução da procura”, especificou.

A ANA referiu que o Aeroporto de Faro foi “precursor na implementação deste tipo de equipamentos”, que tem em funcionamento desde 16 de Janeiro e já processou 100.000 passageiros, representando uma capacidade de processamento de mais 1.200 passageiros/hora.

Em Lisboa, a implementação destes equipamentos arrancou em Janeiro e “reveste-se de particular importância, porque permite maior agilidade e capacidade de processamento num aeroporto de utilização intensa, com uma melhoria imediata embora incremental da capacidade, sem exigir outros projectos de expansão”.

As previsões apontam para que, antes do início do verão, o Aeroporto Humberto Delgado passe a contar com 13 linhas de rastreio (nove no Terminal 1 e quatro no Terminal 2).

De acordo com a ANA, estes novos sistemas representam “o ‘estado da arte’ ao nível europeu neste tipo de tecnologias”, integrando novos equipamentos de raio x com certificação europeia que permitem manter os artigos electrónicos no interior da bagagem e fazem o encaminhamento, separação e retorno automático dos tabuleiros onde são colocados todas as bagagens dos passageiros.

O rastreio de líquidos também é possível, embora estes continuem a ter de ser colocados fora da bagagem e exista um procedimento específico de aceitação para rastreio.

Com um comprimento de 18 a 21 metros e um peso na ordem das seis toneladas (com o raio x), cada linha automática permite que três passageiros em simultâneo possam colocar as suas bagagens nos tabuleiros, funcionando com tecnologia de ‘remote screening’, que permite ao operador de raio x analisar as imagens em sala remota no aeroporto, “sem o ruído e pressão actual”, explica a gestora aeroportuária.

“Possuem maior área entre as linhas de rastreio, para que possam ser aplicados os processos de segurança de forma eficaz, eficiente e com conforto para o passageiro” e “permitem a separação automática das bagagens que necessitam maior detalhe na análise das restantes, que podem ser imediatamente entregues aos passageiros”, refere.

A ANA indicou ainda que as novas linhas possuem também uma estação de trabalho no final do processo, “onde os operadores podem reanalisar as bagagens de forma a certificarem-se que não contêm artigos proibidos”, para além de “novas e maiores mesas de apoio na saída, de forma que os passageiros possam recolher os seus pertences e seguir a sua viagem”.

(Notícia: Agência Lusa)

 

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