Companhias do grupo Lufthansa tiveram mais 1,5 mil milhões de receita por crescimento do tráfego

25-10-2017 (15h28)

Imagem: Lufthansa
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O crescimento do tráfego, em 14,6% em RPK e em 17,5% em número de passageiros, o que indicia desde logo um peso maior das linhas de curto e médio cursos, que regra geral têm yields mais altos, proporcionou ao grupo Lufthansa um aumento das receitas de tráfego em 1.527 milhões de euros, de acordo com o balanço publicado hoje.

A informação mostra que depois do aumento do ‘volume’ de tráfego, o maior contributo veio da integração da Brussels a partir de inícios de Janeiro deste ano, com mil milhões, seguindo-se, então, 272 milhões pelo ‘preço’ que reflecte uma evolução mais favorável da receita unitária, que anteriormente estava a ser o ‘calcanhar de Aquiles’ das companhias aéreas.

Ora, o balanço do grupo Lufthansa, que com o desenvolvimento da Eurowings e a integração da Brussels ascendeu à liderança dos grupos europeus da aviação comercial, mostra que embora o yield (preço médio que cada passageiros pagou para voar um quilómetro) no conjunto dos primeiros nove meses do ano ainda esteja em queda, com uma descida de 0,6%, no terceiro trimestre já subiram 1%.

E quando se desconta o efeito das flutuações cambiais, o yield no terceiro trimestre sobe 3,1% e nos nove meses tem uma estagnação em baixa (-01%).

Em 2016, nos nove meses de Janeiro a Setembro o yield estava em queda de 4,7% com queda de 5% no trimestre do Verão e mesmo descontando efeitos cambiais, nos nove meses caía 3,8% com -4,8% no terceiro trimestre.

Acresce que além de uma evolução favorável do yield o grupo Lufthansa declarou subidas da taxa média de ocupação dos voos, de um ponto no terceiro trimestre e de 2,1 pontos nos nove meses, o que levou a que apresentasse subidas da receitas unitária (por lugar voado um quilómetro), de 1,5% nos nove meses com +2,5% no terceiro trimestre, elevando-se, a câmbios constantes, para 4,5% no terceiro trimestre e 2% nos nove meses.

Há um ano, o grupo estava com quedas significativas da receita unitária, de 6,7% nos nove meses e de 6,9% no terceiro trimestre e, mesmo descontando efeitos cambiais, tinha quedas de 5,8% nos nove meses e de 6,7% no terceiro trimestre.

Esta alteração de ‘cenário’, a par do crescimento do tráfego, é o que explica o aumento dos proveitos de tráfego em 1,5 mil milhões de euros, ainda que a nível de preços o grupo ainda enfrente ‘desafios’, pois regista quedas em sectores de rede importantes, desde logo na Europa, em 0,6% no terceiro trimestre e em 3,3% no conjunto dos primeiros nove meses, embora sem flutuações cambiais a queda nos nove meses seja de apenas 2,7% e no terceiro trimestre até tenha uma subida em 1%.

O cenário mais grave é, assim, no mercado do Médio Oriente e África, onde o yield cai 7% no terceiro trimestre e 7,8% nos nove meses, com quebras a câmbios constantes de 5,6% e 7,7%, respectivamente.

O sector Américas onde há um ano tinha quedas acentuadas, de 8,6% nos nove meses a câmbios constantes e de 10% nos nove meses, este ano está com aumentos de 0,7% nos nove meses e 2,3% no terceiro trimestre.

Porém, com o yield das linhas da América do Sul a continuar em baixa (-2,4% nos nove meses e -4,7% no terceiro trimestre), ainda que significativamente menor que há um ano (-21% nos nove meses e -15,3% no terceiro trimestre), valendo o yield das linha da América do Norte, onde o grupo, a câmbios constantes, em 2016  tinha quedas de 5,3% nos nove meses e de 8,7% no terceiro trimestre e este ano tem aumentos nos dois períodos, em 1,4% nos nove meses e em 3,9% no terceiro trimestre.

 

Para ler mais clique:

Benefício com pensões em 2016 ‘ensombra’ resultados do grupo Lufthansa este ano

 

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