Comissão Executiva da TAP “não comenta política de remuneração da empresa”, Antonoaldo Neves

21-02-2020 (16h59)

A330neo (foto: TAP)
A330neo (foto: TAP)

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, declarou que “não comenta política de remuneração da empresa” que foi trazida para a ‘praça pública’ pelo accionista David Neeleman que o escolheu para liderar a gestão executiva da companhia.

A questão que já suscitara polémica no ano passado repete-se este ano por se repetir também o quadro de pagamentos de prémios apesar de prejuízos vultosos.

“A Comissão Executiva não comenta política de remuneração da empresa. A Comissão Executiva também não comenta declarações de outras pessoas”, afirmou o CEO da transportadora aérea, referindo-se às críticas do ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, que considerou “inaceitável” o pagamento de prémios a alguns trabalhadores depois dos prejuízos verificados no ano passado, dizendo mesmo que “não permitiremos” que a iniciativa vá para a frente.

Antonoaldo Neves falava em Lisboa, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2019 do Grupo TAP, que registou prejuízos de 105,6 milhões de euros em 2019, uma ‘tímida’ melhoria de 12,4 milhões relativamente às perdas de 118 milhões registadas em 2018.

De acordo com o comunicado da TAP SGPS, que engloba todas as empresas do grupo, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “o processo que envolve a gestão da entrada das 30 aeronaves e a saída de 18 antigas teve um impacto negativo financeiro de 55 milhões de euros no resultado do ano”.

A empresa liderada por Antonoaldo Neves diz ainda que em 2019 a companhia “foi penalizada entre 30 milhões de euros a 35 milhões de euros em resultado da ineficácia da infra-estrutura”, referindo-se à “falta de investimento na capacidade do Aeroporto de Lisboa” e ao “congestionamento do espaço aéreo”, que não impediram, no entanto, que o aeroporto da capital portuguesa, principal hub da TAP e onde a companhia é líder destacada, tivesse em 2019 um aumento de movimentos (aterragens e descolagens) em 1,9% ou quase quatro mil, totalizando 217.703, e um crescimento do número de passageiros ainda mais forte, em 7,4%, significando um aumento de 2,14 milhões, para 31,17 milhões.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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