CEO da TAP diz que ‘fake news’ sobre aviões A330neo “não têm afectado” as vendas

19-07-2019 (11h59)

“As ‘fake news’ sobre esse avião começaram há muito tempo e felizmente não têm afectado a venda de passagens, porque na ‘media’ mundial não saem”, disse o presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, a propósito das indisposições a bordo dos aviões A330neo da companhia.

O presidente executivo da TAP, que falava ontem na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas da Assembleia da República, considera que têm havido notícias “irresponsáveis sobre a segurança de voos” e sobre os enjoos reportados pela tripulação, realçando que há outras empresas que já usam o mesmo avião da Airbus e que “não reportaram nenhum problema de enjoos”.

“A TAP nunca colocaria os seus passageiros e trabalhadores em situação de risco. A TAP tem uma competência histórica de segurança”, vincou.

Antonoaldo Neves admitiu os relatos de enjoos, mas disse que ainda não foi comprovada a correlação com os cheiros estranhos detectados.

“É um fenómeno interessantíssimo, precisamos de estudar. Estamos muito dedicados a entender o que está a acontecer”, disse.

Sobre os cheiros relatados no interior do avião, Antonoaldo Neves deu uma explicação detalhada e técnica, referindo que tem que ver com a pintura de proteção que o aparelho de ar condicionado tem e referiu que vai desaparecendo à medida que o avião tem mais horas de voo.

“É meramente odoral, não é nocivo para a saúde de ninguém e não representa risco operacional”, afirmou, acrescentando que “não é de hoje que tem sacos nos aviões” por causa de enjoos e vómitos.

O executivo disse que a empresa está “muito satisfeita com os resultados” dos novos A330 Neo, e convidou os deputados a visitarem a TAP e passarem lá duas ou três horas a lerem os documentos técnicos que a Airbus enviou.

A fabricante de aviões Airbus garantiu numa carta enviada à TAP que não existe qualquer correlação entre os cheiros estranhos que têm sido detetados nos novos aviões A330neo e os sintomas de desconforto na tripulação.

Numa carta datada de 11 de Julho, a que a agência Lusa teve acesso, a Airbus diz que após uma análise a situações de desconforto identificadas por alguns clientes dos A330neo, foi possível identificar dois efeitos diferentes “cheiros estranhos” na cabine e sintomas de desconforto, não havendo “nenhuma correlação entre estes dois efeitos”.

No documento, a Airbus diz ter em curso “inquéritos técnicos” para apurar as causas do cheiro estranho, nomeadamente ao nível do sistema de ar condicionado, para as quais “já tomou medidas corretivas”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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