CEO da British Airways diz que a companhia não poderia existir sem os agentes de viagens

07-11-2017 (16h31)

60% das vendas da companhia vêm de canais indirectos

O CEO da British Airways, uma das companhias do IAG que desde dia 1 aplica uma taxa sobre as reservas em GDS, que são a ferramenta mais utilizada nas agências de viagens, declarou hoje na WTM que a companhia não poderia existir sem os agentes de viagens.

A British Airways, disse Alex Cruz, citado pelo “Travel Weekly”, está “totalmente comprometida com o trade” e “não poderia existir sem o trade”.

A notícia refere que essa afirmação foi como Alex Cruz começou a responder a uma questão colocada por um agente de viagens, da Traveldesk Services, precisamente sobre a questão da ‘taxa GDS’ que passou a ser aplicada pela British Airways e pela Iberia.

“Vamos continuar a trabalhar com você e outras agências de viagens e permanecer muito, muito comprometidos com assegurar que os seus clientes — enquanto estão ao nosso cuidado — recebem o melhor produto”, acrescento, tendo reconhecido que 60% das vendas da companhia são gerada por canais não directos

Na mesma intervenção, que segundo o Travel Weekly” se prolongou por 45 minutos, Alex Cruz anunciou que a British Airways vai investir 4,5 mil milhões de libras em 72 novos aviões e renovação dos interiores de outros 128, entre outros investimentos.

A imprensa generalista britânica destaca que na sua intervenção Alex Cruz afirmou que a British Airways vai voltar “aos dias gloriosos” com mais refeições incluídas no preço dos bilhetes e wifi a bordo.

“vamos melhorar o catering para que todos tenham melhores snacks e, nos voos mais longos, todos tenham uma segunda refeição completa”, disse.

O executivo não respondeu porém a algumas das questões que têm sido levantadas em relação ao serviço da British Airways, desde reduzir o espaço entre filas a suprimir as refeições em voos de médio curso, além do crash informático que levou à total paralisação da sua operação durante dois dias, entre outros ‘dissabores’.

Essas questões, de acordo com a imprensa britânica, explicam que num inquérito conduzido pela YouGov e divulgado na WTM, a British sofre acentuadas quebras na avaliação dos quesitos valor e qualidade da marca, enquanto a Ryanair sobe, apesar dos cancelamentos que explicou por erros de programação nas escalas dos pilotos.

As notícias acrescentam que a avaliação da British Airways degrada-se ainda mais quando são os seus clientes a pronunciar-se.

A responsável do inquérito na YouGov realçou, porém, que ainda assim a British Airways “é a companhia aérea com a mais elevada pontuação no Reino Unido em vários quesitos” e que “a grande maioria (87%) dos que voaram com a BA nos últimos 12 meses estavam satisfeitos com a sua experiência”.

A executiva da YouGov assinalou ainda a “resiliência” da British Airways em “manter a forte reputação que a marca ainda possui”.

 

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