Brexit é “uma ameaça real ao turismo português” – avisa CEO da Ryanair

21-02-2018 (16h39)

O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, considera que havendo Brexit em Março do próximo ano, logo no dia 1 de Abril de 2019 “é possível que deixem de existir voos entre o Reino Unido e Portugal”, uma vez que ainda não existe nenhum acordo no domínio da aviação entre o Reino Unido e a União Europeia.

“Os voos são operados entre o Reino Unido e a Europa sob o acordo de open skies, mas se o Reino Unido sai da União Europeia automaticamente tem que sair do acordo do open skies”, afirmou o executivo hoje em Lisboa, alertando para a necessidade de “haver um novo acordo bilateral entre o Reino Unido e os 27 da União Europeia”.

O problema, enfatizou, é que “não há qualquer sinal do governo britânico de que tenham alguma pista sobre o que fazer acerca do Brexit e acerca de acordos comerciais que possam ter que fazer com a União Europeia depois do Brexit”.

“Há uma perigo real no caso de um ‘hard Brexit’, porque o governo britânico não tem planos e não tem ideias dos termos que quer”, reforçou Michael O’Leary.

Na sua perspectiva, a situação tornar-se-á mais clara apenas “quando chegarmos a Setembro de 2018 e os cidadãos britânicos se aperceberem que não têm voos baratos para Portugal, Espanha ou Itália no Verão de 2019”.

“O Brexit coloca uma ameaça real ao turismo português, ao turismo espanhol, se os voos pararem no Verão de 2019”, enfatiza o CEO da Ryanair.

Dados publicados hoje pelo Banco de Portugal mostram que o Reino Unido é o maior emissor nas receitas turísticas portuguesas, com 2.591,39 milhões de euros (clique para ler: Espanha foi o país que mais contribuiu para Portugal alcançar novo recorde de receitas turísticas em 2017).

Na hotelaria portuguesa, os dados do INE publicados há uma semana mostram que o Reino Unido, apesar de um crescimento de apenas 1,1%, é também o maior emissor, com 9,28 milhões de dormidas (clique para ler: Maiores emissores penalizam evolução da hotelaria portuguesa em 2017).

 

Ver também:

Ryanair vai chegar este ano às 104 rotas em aeroportos portugueses

ANA e TAP beneficiam de “restrição artificial” da capacidade aeroportuária em Lisboa – Michael O’Leary, Ryanair

 

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