Avianca Brasil recorre à protecção de credores para resistir aos donos dos seus aviões

12-12-2018 (14h57)

Imagem: Avianca
Imagem: Avianca

A Avianca Brasil, uma das companhias de aviação do grupo Synergy dos irmãos Efromovich, recorreu à figura da protecção de credores, devido, segundo afirmou, “à resistência de arrendadores de suas aeronaves a um acordo amigável”.

A companhia, que garantiu que as suas operações “não serão afectadas”, admite, na exposição de motivos para recorrer à protecção judicial, que estava com as operações ameaçadas devido à exigência de retoma dos aviões por parte dos lessors que lhe alugaram as aeronaves.

A primeira reacção da companhia, porém, tinha sido que o diferendo com os lessors não era nada demais, que era uma situação frequente, que “negociações fazem parte da rotina de qualquer empresa para optimização de resultados”, bem como, de acordo com o portal do jornal “O Globo”, rejeitou qualquer possibilidade de entrar com o pedido de recuperação judicial, que acabaria por concretizar na segunda-feira na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

A Avianca Brasil enfrenta uma acção movida pelo lessor Constitution Aircraft, por alegado não pagamento das rendas de aluguer de 11 aviões, sobre a qual os Tribunais já decidiram que não pode utilizar essas aeronaves.

A Avianca Brasil, antiga OceanAir, tem voos regulares desde 2002 e actualmente é a quarta maior companhia brasileira, com 10,26 milhões de passageiros nos primeiros dez meses deste ano.

A notícia do “G1” refere que o despacho do juiz que concedeu a recuperação judicial à Avianca Brasil, a companhia atribuiu as dificuldades à "forte recessão económica enfrentada pelo país desde meados de 2014, aliada ao aumento do combustível e à variação do câmbio”.

Em comunicado, a Avianca Brasil afirma que em “primeira decisão da Justiça, teve seus pedidos garantidos, como a liberação de sua frota para o cumprimento de todos os voos programados, nos aeroportos onde opera”, realçando de seguida que “reforça que suas operações não serão afectadas”.

“Os passageiros podem ter absoluta tranquilidade em fazer suas reservas e adquirir seus bilhetes, pois todas as vendas serão honradas e os voos mantidos”, acrescenta o comunicado.

De acordo com a imprensa internacional especializada em aviação, o lessor Aircastle, indicou em informação à entidade de supervisão do mercado de capitais dos Estados Unidos, pretende retomar um Airbus A330-200 e dez Airbus A320 que tem alugados à Avianca Brasil.

A imprensa brasileira, por sua vez, tem referido que também o lessor BOC Aviation quer retomar dois A320neo, e as notícias acrescentam que já em 2016 a Avolon processou o grupo Synergy por falta dos pagamentos da Avianca Brasil.

 

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