Antonoaldo Neves garante que TAP tem “fundações bem sólidas”

21-02-2020 (17h53)

Antonoaldo Neves, CEO da TAP
Antonoaldo Neves, CEO da TAP

Os resultados da TAP no segundo semestre “não foram suficientes para compensar” as quebras do primeiro, admitiu Antonoaldo Neves, CEO da transportadora, que acrescentou estar convicto, no entanto, que “as fundações estão bem sólidas para a gente continuar nessa trajectória de transformação da empresa e melhoria da sustentabilidade”.

No segundo semestre de 2019 a TAP teve um lucro líquido de 14,1 milhões de euros, que significa uma melhoria de 42 milhões face ao período homólogo de 2018, em que tivera um prejuízo de 28 milhões.

O executivo apresentou estes “bons resultados” do segundo semestre “com muita satisfação”, embora admitindo que “não foram suficientes para compensar no ano o resultado do primeiro semestre”.

Contudo, Antonoaldo Neves tem “muita convicção que as fundações estão bem sólidas para a gente continuar nessa trajectória de transformação da empresa e melhoria da sustentabilidade”.

No primeiro semestre “nós tivemos uma queda de receita muito grande no Brasil e, além disso, os novos aviões ainda não tinham chegado. Se somar estes dois factores é muito fácil explicar os resultados do primeiro semestre”.

As companhias aéreas europeias “tipicamente no primeiro semestre não têm lucro”, o que acontece é que “ganham dinheiro no segundo semestre para compensar as perdas do primeiro”, continuou.

A realidade é que “foi muito desfavorável o primeiro semestre”, repetiu Antonoaldo Neves, para sublinhar que “não estamos a mudar o discurso, não estamos a querer colocar a culpa”. O que aconteceu foi que “nós não conseguimos extrair receita do Brasil, que fez falta, fez muita falta. E os aviões não tinham chegado, fez muita falta a gente não conseguir ter tanta eficiência de custo no primeiro semestre”.

Na segunda metade do ano, a história foi outra. “Nós tivemos lucro. A TAP ampliou o seu lucro operacional em 100 milhões no segundo semestre”, afirmou.

“Chegaram os aviões novos, a gente conseguiu gastar menos em combustível, transportar mais passageiros e implementar na nossa gestão de receita, que é onde a gente define o preço e os locais para onde voamos, práticas mais saudáveis que levaram em consideração todo o desafio do primeiro semestre e que permitiram a gente recuperar receita”, frisou Antonoaldo Neves.

Ver também:

TAP fecha o ano com prejuízos de 95,6 milhões

Grupo TAP baixa prejuízos em 12,4 milhões para 105,6 milhões de euros em 2019

 

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