ANA rejeita “declarações alarmistas” do GPIAAF sobre o Aeroporto de Lisboa

19-05-2019 (21h42)

A ANA – Aeroportos de Portugal realçou que o Aeroporto de Lisboa tem certificação de segurança outorgada, ao rejeitar as considerações do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF) acerca de um incidente com um avião da easyJet.

“A ANA reitera o seu compromisso com a segurança das operações aéreas. A segurança aeroportuária é estratégica para a ANA, foi e será sempre uma prioridade. O Aeroporto de Lisboa tem certificação de segurança outorgado pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), em conformidade com a regulamentação nacional, europeia e internacional”, afirmou à Lusa fonte oficial da ANA.

O GPIAAF alertou as companhias aéreas e as entidades aeronáuticas para os riscos das descolagens com potência reduzida na principal pista do Aeroporto de Lisboa, dizendo que pode ter “graves consequências” em caso de avaria de motor.

A “preocupação” é manifestada numa nota informativa do GPIAAF sobre um “incidente grave” com um A320 da easyJet, que, na noite de 24 de abril, descolou da pista 21 (na direção da Segunda Circular – sentido Norte-Sul), abaixo da altitude estipulada (clique para ler: Organismo de investigação de acidentes alerta para riscos de descolagens de Lisboa com potência reduzida).

O GPIAAF delegou a investigação na sua congénere do Reino Unido, por esta ter muito trabalho desenvolvido naquele tipo de incidentes, e por ter recentemente emitido diversas recomendações sobre o assunto, mas com base na informação que recolheu numa fase preliminar, desde já alerta a ANA – Aeroportos de Portugal, gestora do aeroporto, e a ANAC para avaliarem se existe a necessidade de o risco na operação da pista 21 ser reavaliado.

A mesma fonte oficial da ANA referiu que o evento em causa pode ter na sua origem “um erro na utilização do computador de bordo por parte do piloto numa aeronave” e nada neste incidente “está relacionado com a infra-estrutura”.

“A ANA espera e acredita que o GPIAAF adopte a abordagem profissional e responsável a que a segurança obriga, aguardando pela realização de uma análise objectiva dos incidentes que envolva competências exaustivas, se necessário externas ao GPIAAF, antes de emitir declarações alarmistas baseadas em percepções pouco rigorosas”, frisou.

Segundo a mesma fonte, as informações recebidas até hoje por parte do GPIAAF ou do regulador “não permitem, em circunstância alguma, concluir que é colocada em causa a segurança das operações aeroportuárias”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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