“A festa poderá estar a acabar em breve”, avisa director-geral do ACI Europa

17-01-2019 (17h47)

O director-geral do ACI Europe, Olivier Jankovec, citado em comunicado da organização, comentou que os dados de Novembro mostram que o transporte aéreo de passageiros “continuam a desafiar um ambiente geopolítico e económico crescentemente desafiador”, mas que “a festa poderá estar a acabar em breve”.

A justificar o seu prognóstico, Olivier Jankovec apontou a uma quase estagnação na Zona Euro, “com a confiança económica actualmente num mínimo de quatro anos”, a par de uma abrandamento também da economia mundial.

O director-geral do ACI Europe acrescenta que sendo certo que essa conjuntura se faz sentir apenas no transporte aéreo de mercadorias, “não há dúvida que os níveis de procura [de tráfego] de passageiros vão sentir os efeitos em algum momento”.

Olivier Jankovec defende que o “risco mais imediato” é o Brexit sem acordo entre o Reino Unido e a União Europeia, dizendo que a perspectiva é “um congelamento da capacidade” aérea nos aeroportos dos países da União Europeia, em modalidades ainda por definir.

O executivo acrescenta que os aeroportos do Reino Unido serão os mais penalizados mas “muitos outros” na União Europeia também vão sofrer, “especialmente na Irlanda e Espanha, bem como aeroportos regionais noutros países que dependem do tráfego com o Reino Unido”.

O ACI indicou que os aeroportos do Grupo 1 (mais de 25 milhões de passageiros por ano), no qual se inclui Lisboa, tiveram um aumento de passageiros em 5,5% em Novembro, sobressaindo Antalya, com +25,9%, Moscovo Sheremetyevo, com +19,5%, Londres Stansted, com +8,7%, Roma Fiumicino, com +8,5%, e Madrid Barajas, com +8,2%.

Os aeroportos do Grupo 2 (com dez milhões a 25 milhões de passageiros por ano), onde o ACI inclui o Porto, o aumento médio foi de 9,2% e os aeroportos que tiveram crescimentos mais fortes foram Berlim Tegel, com +47%, Kiev, com +33%, Viena, com +24,2%, São Petersburgo, com +18,1%, e Dusseldorf, com +17,8%.

O crescimento médio dos aeroportos do grupo 3 (com cinco milhões a dez milhões de passageiros por ano), onde o ACI inclui Faro, foi de 5,9%, com realce para os aumentos em Sevilha, com +20%, em Tessalónica, com +16,4%, em Faro, com +15,8%, Cracóvia, com +15,7%, e Heraklion, com +15,6%.

Para os aeroportos mais pequenos, com menos de cinco milhões de passageiros por ano (grupo 4), onde inclui Funchal e Ponta Delgada, o ACI indicou que teve o crescimento médio mais fraco do mês, em 4,9%, e que os aumentos mais fortes foram 553,3% em Trapani, 550% em Foggia, 366,7% em Taranto, 252,4% em Mikonos e 132,5% em Kutaisi.

 

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