Alojamento local e Quintas da Madeira ‘viraram’ balanço do alojamento turístico em 2018

15-04-2019 (13h50)

Em um mês, o balanço de 2018 do alojamento turístico passou de uma estagnação em baixa (-0,04%) das dormidas, pela quebra em 2% das pernoitas de estrangeiros, para um aumento em 1,7%, com subida das pernoitas de estrangeiros em 0,1%, via incorporação do alojamento local e quintas da Madeira.

Os novos dados divulgados pelo INE a 15 de Março indicam que o alojamento turístico português incluindo alojamento local e quintas da Madeira, além de hotéis, hotéis-apartamentos, pousadas, apartamentos turísticos, aldeamentos turísticos e turismo no espaço rural e de habitação, acolheu 24,789 milhões de hóspedes, que realizaram 66,09 milhões de dormidas, mais 3,7 milhões de hóspedes e mais 8,49 do que indicado pelo Instituto em 14 de Fevereiro.

O PressTUR verificou que a diferença reside no alargamento dos meios de alojamento incluídos nas estatísticas, com mais 244,1 mil pernoitas em “Pousadas e Quintas da Madeira” face a “Pousadas” como anteriormente indicava, 8,13 milhões em Alojamento Local, que antes não era incluído pelo INE, e 121,6 mil em Turismo no Espaço Rural e de Habitação quando comparado com “Outros alojamentos”, como anteriormente era indicado pelo INE.

O Instituto, de facto, indicou que em Março, com a publicação dos dados relativos ao primeiro mês deste ano, estava a iniciar “uma nova série mensal que, comparativamente com a anterior, tem um âmbito mais alargado, passando a abranger todas as modalidades de alojamento local com 10 ou mais camas e os empreendimentos de turismo no espaço rural e de habitação”.

Uma comparação dos novos dados do INE com os divulgados anteriormente mostrou que o Instituto também rectificou dados, por exemplo baixando 4,2 mil dormidas o total de pernoitas em hotéis, para 40,37 milhões, com mais 2,8 mil em 5-estrelas, para 7,628 milhões, menos 2,1 mil em 4-estrelas, para 19,84 milhões, mais mil em 3-estrelas, para 8,96 milhões, e menos seis mil em 3 e 2-estrelas, para 3,93 milhões.

Igualmente em baixa foram revistos os totais de dormidas em hotéis-apartamentos, baixando 1,79 mil, para 7,58 milhões, e 3,2 mil em apartamento turísticos, para 4,8 milhões, e aumentando 1,1 mil em aldeamentos turísticos, para 2,586 milhões.

A comparação mostrou também que o aumento de 3,7 milhões de hóspedes foi com 1,5 milhões de residentes em Portugal e 2,2 milhões de residentes no estrangeiro, com mais 164,7 mil residentes no Reino Unido, 281,3 mil residentes na Alemanha, 289,7 mil em Espanha, 272 mil em França, 146,9 mil no Brasil, 108,6 mil nos Países Baixos, 133,3 mil nos EUA, 32,4 mil na Irlanda, 130,7 mil em Itália, 64,1 mil na Bélgica, 42,2 mil na Polónia, 63,7 mil no Canadá, 48,9 mil na Suíça, 21,9 mil na Suécia e 17,5 mil na Dinamarca.

Os novos dados do INE, cujos aumentos devem ser atribuídos principalmente à inclusão do alojamento local, indicam que o alojamento turístico português teve em 2018 um aumento de hóspedes em 3,8% ou 904 mil face a 2017 já com a mesma metodologia, para 24,789 milhões, e um crescimento das dormidas em 1,7% ou 1,128 milhões, para 66,09 milhões.

O aumento de 904 mil hóspedes inclui mais 463,4 mil residentes em Portugal (+5%, para 9,817 milhões) e mais 440,6 mil residentes no estrangeiro (+3%, para 14,97 milhões), apesar de menos 93,6 mil residentes no Reino Unido (-4,5%, para 1,99 milhões), menos 7,6 mil residentes na Alemanha (-0,5%, para 1,54 milhões), menos 20 mil residentes nos Países Baixos (-3,3%, para 594,6 mil), menos 40,8 mil residentes na Polónia (-12,8%, para 277,8 mil)e menos seis mil na Dinamarca (-4,1%, para 139,2 mil).

O crescimento foi pelos aumentos de 70,6 mil residentes em Espanha (+3,6%, para dois milhões), 4,8 mil residentes em França (+0,3%, para 1,59 milhões), 120,2 mil residentes no Brasil (+12,4%, para 1,09 milhões), 172,6 mil residentes nos Estados Unidos (+21,9%, para 961,5 mil), 4,8 mil residentes na Irlanda (+1,4%, para 350,4 mil), 3,3 residentes em Itália (+0,5%, para 652,8 mil), 8,1 mil residentes na Bélgica (+2,6%, para 319,1 mil), 53,2 mil residentes no Canadá (+18,7%, para 338,1 mil), 2,2 mil residentes na Suíça (+0,8%, para 293,3 mil), 3,8 mil residentes na Suécia (+2,1%, para 185,3 mil), 37,4 mil residentes na China (+13,5%, para 314,9 mil) e 127,3 mil em outros países não especificados (+5,9%, para 2,28 milhões).

Em número de dormidas, pelos novos dados, o aumento de 1,128 milhões (+1,7%, para 66,09 milhões) foi praticamente pelo mercado dos residentes em Portugal, cujo aumento foi em 1,08 milhões (+5,8%, para 19,63 milhões).

As pernoitas de estrangeiros tiveram um aumento pela margem mínima, em 0,1% (mais 46,1 mil, para 46,46 milhões), penalizadas pelas quebras de 654,8 mil dormidas de residentes no Reino Unido (-6,7%, para 9,11 milhões), 148,6 mil de residentes na Alemanha (-2,3%, para 6,19 milhões), 36,5 mil de residentes em França (-0,8%, para 4,53 milhões), 222,9 mil de residentes nos Países Baixos (-8,3%, para 2,47 milhões), 134,4 mil de residentes na Polónia (-12,6%, para 931,4 mil), 20,8 mil de residentes na Suíça (-2,3%, para 865,4 mil), e 38,8 mil de residentes na Dinamarca (-6,3%, para 573,7 mil).

A sustentar o crescimento estiveram os aumentos de pernoitas de residentes  em Espanha, com mais 166,8 mil (+3,6%, para 4,77 milhões), no Brasil, com mais 293,6 mil (+13%, para 2,55 milhões), nos Estados Unidos, com mais 390,4 mil (+21,8%, para 2,18 milhões), na Irlanda, com mais 3,2 mil (+0,2%, para 1,6 milhões, em Itália, com mais 10,6 mil (+0,7%, para 1,568 milhões), na Bélgica, com mais quase quatro mil (+0,4%, para 1,028 milhões), Canadá, com mais 139,2 mil (+18,9%, para 877,2 mil), Suécia, com mais 19,1 mil (+2,6%, para 746,7 mil), China, com mais 49,5 mil (+10,9%, para 504,7 mil), e em “outras” nacionalidades não especificadas, com mais 226,6 mil (+4%, para 5,94 milhões).

 

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