‘Turismo’ do grupo TUI reduz prejuízo operacional em 5,6%, apesar de quebra de rentabilidade da operação turística

11-05-2016 (15h52)

O grupo TUI concluiu a época baixa 2015/2016 com uma redução do prejuízo operacional (EBITA) em 21,8%, para 288,3 milhões de euros, ainda que na sua principal área de negócios, a operação turística, tivesse um agravamento em 9%, que atribui em grande medida à deterioração no mercado alemão pela quebra das vendas para a Turquia e Norte de África, apesar de subida das vendas via preço médio.

O balanço publicado hoje pelo grupo enaltece a sua evolução na região Norte, onde inclui o Reino Unido, na qual não só teve a maior subida de vendas do semestre, em 6%, para 2.287,6 milhões de euros, como reduziu em 1,2% o prejuízo operacional, para 121,6 milhões de euros.

Já na região Central, onde engloba a Alemanha, apesar de um aumento das vendas em 2,8%, para 1.988 milhões de euros, a perda EBITA agravou-se 14,5%, para 116,3 milhões, e um desempenho semelhante ocorreu na região Ocidental, onde engloba França, na qual as vendas subiram 1,8%, para 915,6 milhões de euros, mas a perda EBITA agravou-se 19,6%, para 79,4 milhões de euros.

Assim, globalmente, o prejuízo EBITA de época baixa da sua área de organização e comercialização de viagens, designadamente pacotes turístico, que designa por Mercados Emissores (Source Markets), agravou-se 9% no semestre, para 317,3 milhões de euros, embora as vendas totais tenham subido em média 4%, para 5.191,2 milhões de euros.

Esta subida das vendas, como é possível calcular pelos dados publicados pelo grupo, baseou-se numa subida do preço médio pago pelos 6,022 milhões de clientes que compraram os seus pacotes no semestre, +0,4% que no período homólogo de 2014/2015.

Estes dados permitem calcular que a venda média dos operadores e agências de viagens do TUI foi na época baixa 2015/2016 de aproximadamente 862 euros, com um aumento em 3,6% face à época homóloga de 2014/2015.

Esta subida, de acordo com os cálculos do PressTUR, reflecte aumentos em cerca de 4,3% na região Norte, para cerca de 1.071 euros, e de 4,9% na região Central, para 897 euros, e uma descida de cerca de 0,2% na região Ocidental, para aproximadamente 548 euros.

O balanço do TUI indica que nos seus “Source Markets” teve 2,135 milhões e clientes na região Norte, +1,6% que na época baixa do exercício anterior, 2,215 milhões na região Central, em queda de 2%, e 1,671 milhões na região Ocidental, com um aumento em 2%.

As vendas de pacotes a estes 6,022 milhões de clientes, segundo avança o balanço, foi realizada directamente pelo próprio grupo em 71%, mais um ponto que na época homóloga anterior, com 90%, como há um ano, na região Norte, 45% na região Central (mais um ponto) e 70% na região central (também mais um ponto).

Por outro lado, como também especifica o balanço, 43% das vendas dos seus pacotes foram realizadas online, +2 pontos que na época baixa 2014/2015, com 61% na região Norte (mais três pontos), 14% na região central, como há um ano, e 53% na região Ocidental (mais dois pontos).

O balanço avança também que a evolução em alta das vendas na região Norte se ficou a dever essencialmente ao aumento em pacotes de viagens para destinos de longo curso como o México e a República Dominicana.

Canárias, Espanha Continental e Cabo Verde são, por sua vez, os destinos de médio curso em que o TUI diz que “a procura foi especialmente forte”.

Igualmente em destaque no balanço estão as vendas para a Turquia e Egipto, neste caso pelas quebras na região Central, a que acrescenta “um ambiente de mercado persistentemente competitivo”.

 

Para ler mais clique sobre o balanço do Grupo TUI clique:

Grupo TUI põe à venda Specialist Group e avança para compra das Transat França e Grécia

 

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