Travelport cresce 24% na Europa no 2º trimestre, mas não evita quebra do lucro em 80%

02-08-2018 (17h05)

A tecnológica para o sector das viagens Travelport informou hoje que fechou o primeiro semestre com um aumento dos proveitos em 8% impulsionado principalmente pelo crescimento em 24% na Europa, não evitando no entanto uma quebra do lucro em 80%, nomeadamente por subida dos custos do negócio de soluções de pagamentos e distribuição de viagens (GDS).

O balanço especifica que a quebra do lucro no segundo trimestre foi de 27 milhões de dólares (23,1 milhões de euros), para sete milhões (6 milhões de euros), e ficou a dever-se maioritariamente à quebra do resultado operacional em 32 milhões de dólares (27,4 milhões de euros), para 42 milhões (36 milhões de euros).

Esta quebra, por sua vez, ficou a dever-se principalmente a um aumento de 58 milhões de dólares (49,6 milhões de euros) dos custos do negócio de soluções de pagamento e um aumento do custo por segmento na distribuição (GDS) derivado a princing, mix, volume e flutuações cambiais, bem como à contabilização da imparidade de um cliente, que a imprensa internacional aposta ser a OTA grega Tripsta.

A variação do resultado operacional reflectiu ainda um aumento em 28 milhões e dólares (cerca de 24 milhões de euros) na rubrica de encargos de vendas, gerais e administrativos, “principalmente devido a movimentos desfavoráveis” do justo valor de contratos de futuros cambiais.

A amenizar estes impactos estiveram o aumento da receita em 50 milhões de dólares (42,8 milhões de euros) pelo incremento da actividade e uma redução das amortizações e provisões em quatro milhões de dólares (3,4 milhões de euros).

Relativamente ao incremento da actividade, o balanço evidencia que a Europa foi a região que gerou a maior parte do aumento no segundo trimestre e “principalmente” pelo aumento da receita média por segmento (que designa por RevPas) em 16%, que ampliou o aumento em 7% do número de segmentos.

Assim, a Europa foi a região onde a Travelport teve o maior aumento de segmentos, seguida pela América Latina e Canadá, com +4%, Estados Unidos, com +1%, e Médio Oriente e África, com +1%, enquanto na Ásia e Pacífico, que liderava o crescimento nos últimos trimestres, teve uma queda em 8%, que explica pela perda de uma OTA que não identifica.

Já em receita, tendo em conta a evolução das RevPas, a Travelport teve no segundo trimestre aumentos de receitas da sua Travel Commerce Platform de 24% na Europa, 7% na América Latina e Canadá, 5% no Médio Oriente e África, 2% na Ásia e Pacífico e 2% nos Estados Unidos.

A Europa consolidou assim a liderança em contribuição para a receita, com 223,3 milhões de dólares (191,2 milhões de euros), à frente dos EUA com 158,5 milhões (135,7 milhões de euros), Ásia e Pacífico com 144,99 milhões (124,1 milhões de euros), Médio Oriente e África com 81,6 milhões (69,9 milhões de euros), e América Latina e Canadá com 29,4 milhões (25,2 milhões de euros).

A avaliação do CEO da Travelport, Gordon Wilson, transmitida no balanço, é de que, com um aumento em 9% das receitas da Travel Commerce Platform e uma subida em 7% do EBITDA Ajustado (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões expurgado de receitas e encargos não recorrentes), a companhia teve “um bom [segundo] trimestre”.

Gordon Wilson na mesma declaração realçou que a companhia superou o impacto da perda de uma OTA baseada na região Ásia e Pacífico através da conquista de novos negócios noutras regiões, enfatizando que de facto”o crescimento da receita acelerou em todas as regiões” e que a Travelport teve aumentos de quota no mercado do processamentos de reservas aéreas na Ásia, Europa e América Latina.

O executivo avançou na mesma declaração que os resultados do segundo trimestre justificam que mantenha as perspectivas para o ano avançadas anteriormente, sem deixar de comentar que no entanto antevê uma segunda metade de 2018 “mais desafiadora” tendo em conta o impacto da onde de calor na Europa do Norte, a perspectiva de mais subidas de preço dos combustíveis, tensões comerciais a nível global, bem como a quebra de contrato por uma OTA, alegadamente a grega Tripsta.

 

Para ler mais clique:

Negócios na plataforma de comércio da Travelport aumentam 12% no primeiro semestre

 

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