Taxa GDS da Lufthansa representa recuo de 30 anos, diz presidente da DRV

05-06-2015 (15h32)

A decisão da Lufthansa de passar a aplicar uma taxa de 16 euros por reserva feita em GDS representa um recuo de 30 anos, criticou o presidente da DRV, associação das agências de viagens alemães, que este ano realiza o seu congresso anual em Lisboa.

Norbert Fiebig, citado pelo “FVW”, comentou que a decisão da Lufthansa é um passo “na direcção errada tanto para os clientes como para a indústria das viagens” e um “ataque” às vendas pelas agências de viagens, que são o principal canal de venda da companhia aérea, que segundo a publicação apenas vende directamente cerca de 30% dos bilhetes.
O dirigente associativo salientou ainda que a decisão da Lufthansa, a aplicar a partir de 1 de Setembro, não só vai encarecer os bilhetes, como reduz a transparência da oferta de voos e, assim, penaliza a comparabilidade.
Para as agências de viagens, por sua vez, significará um incremento “maciço” de trabalho, especialmente para servirem os clientes empresariais.
O “FVW”, que começa por escrever que a decisão da Lufthansa foi esmagadoramente criticada pela indústria de viagens alemã, acrescenta que também a ASR, associação de pequenas agências independentes, criticou a criação da taxa GDS, invocando o esforço que as suas associadas tiveram que fazer com reemissões perante as greves de pilotos.
O vice-presidente da ASR, Joachim Szech, citado na notícia, afirmou que a taxa GDS tem por objectivo “excluir as vendas por terceiros” e avisou que o resultado pode ser um desvio para a concorrência, designadamente para as companhias do Golfo, que são uma das principais “dores de cabeça” da Lufthansa.
Mais drástica foi ainda a posição do presidente da associação de agências online (VIR), Michael Buller, que apelidou a decisão da Lufthansa de “declaração de guerra”, por se tratar de pressionar o desvio das reservas para os canais próprios da companhia aérea.
O “FVW” noticiou ainda que também o presidente da VDR, associação alemã das viagens de negócios, Dirk Gerdom, avisou que a taxa irá “aumentar substancialmente” os custos das reservas na Lufthansa, com forte impacto nos custos de viagens das empresas, e que a associação suíça de agentes de viagens (SRV) salientou que se atingiu um novo patamar que nenhum membro pode aceitar de forma alguma.
A decisão da Lufthansa tem sido unanimemente criticada pelo sector das agências de viagens, com ênfase para o facto de pôr em causa a transparência e comparabilidade de preços entre as várias propostas em presença, com prejuízo para os clientes.
A companhia alemã, que até ao ano passado era o maior accionista do GDS Amadeus, por sua vez, argumentou com o custo das reservas via GDS, dizendo que é 18 euros, quando as reservas directas custam dois euros, e que enquanto a margem na aviação é de 1,9% nos GDS é de 20%.

Para ver mais clique:
Lufthansa passa a cobrar taxa de 16 euros nas reservas feitas pelas agências nos GDS
A indústria das viagens fica a perder — crítica do Amadeus à decisão da Lufthansa
APAVT “repudia” taxa GDS da Lufthansa. Limita escolha pelos consumidores
Sistemas computorizados de reservas foram 1,4% dos custos operacionais da Lufthansa
Preços da Lufthansa vão subir mais de 5% com a introdução da taxa GDS — ECTAA

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