Quebra na Europa Ocidental faz abrandar crescimento das reservas aéreas no Amadeus

27-07-2018 (16h49)

O GDS Amadeus indicou hoje que no primeiro semestre teve um aumento das reservas aéreas de agências de viagens de apenas 3,4%, pelo abrandamento no segundo trimestre para 2,9%, que explica pela quebra em 6,5% na Europa Ocidental, que se mantém ainda assim a sua primeira região.

De acordo com o balanço publicado hoje, o Amadeus processou 305,1 milhões de reservas aéreas de agências de viagens, 33,6% das quais ou 102,4 milhões na Europa Ocidental, que há um ano tinha uma quota de 37,1%.

A informação do Amadeus explicita, aliás, que se não fosse a quebra ocorrida na Europa Ocidental, o aumento do número de reservas aéreas processadas teria sido de 9,2%, com +17,4% na Ásia e Pacífico, +8,2% na América do Norte, +7,8% na Europa Central, do Leste e do Sul, +2,9% na América Latina e +2,1% no Médio Oriente e África.

Depois da Europa Ocidental, a região com maior participação no total de reservas processadas pelo Amadeus no primeiro semestre é a Ásia e Pacífico, com 21,1% (64,2 milhões), seguindo-se América do Norte, com 18,6% (56,8 milhões), Médio Oriente e África, com 12% (36,6 milhões), Europa Central, do Leste e do Sul, com 8,4% (25,6 milhões), e América Latina, com 6,4% (19,4 milhões).

Os dados do Amadeus permitem calcular que o aumento de 9,9 milhões de reservas no primeiro semestre deste ano em relação ao período homólogo de 2017, apesar da quebra de 7,1 milhões na Europa Ocidental, foi pelos aumentos de 9,5 milhões na Ásia e Pacífico, 4,3 milhões na América do Norte, 1,9 milhões na Europa Central, do Leste e do Sul, 0,8 milhões no Médio Oriente e África e 0,5 milhões na América Latina.

Apesar desta evolução em número de reservas, o balanço mostra que em receitas de distribuição o Amadeus até teve uma ligeira aceleração, de +2,1% no primeiro trimestre para +2,6% no conjunto do semestre, em que atingiu 1.563,3 milhões de euros, equivalendo a 36,9% da receita total (2.477 milhões de euros) cujo crescimento foi em +4,1%, com +6,8% na área IT Solutions, cuja principal actividade é o fornecimento de soluções para companhias aéreas como o Altéa, de processamento de passageiros, de que um dos clientes é a TAP.

O balanço indica que o Amadeus teve uma evolução ainda mais forte dos resultados, com o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) a subir 8,2%, para 1.078,2 milhões de euros, o resultado operacional a aumentar 6,2%, para 789,6 milhões, e o resultado líquido a subir 8,1%, para 569,7 milhões.

Luís Maroto, CEO do Amadeus IT Group, citado em comunicado sobre o balanço do semestre realçou que evidencia a continuação da tendência positiva quer das receitas quer do EBITDA e anunciou que se mantém “optimista” quanto às perspectivas para o resto do ano.

O executivo destacou que no semestre o Amadeus continuou a expandir os conteúdos que disponibiliza às agências, referindo que foram assinados 15 contratos com companhias aéreas, e assinalou que o número de embarques com as suas soluções elevou-se a 888,8 milhões.

 

Para ler mais clique:

Crescimento das reservas de voos pelas agências nos GDS acelerou no segundo trimestre

 

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