OTAs 'estão para lavar e durar', prognostica a Phocuswright

30-01-2018 (17h08)

O principal risco para as OTA’s (sigla do inglês para agência de viagens online) é o eventual surgimento de uma plataforma que permita a 'aquisição' de clientes a menor preço, o que não parece estar 'ao virar da esquina', de acordo com a análise da Phocuswright à propalada ameaça que viria da tecnologia blockchain.

O analista Douglas Quinby em artigo publicado pela Phocuswright defende que em primeiro lugar é preciso assumir que os consumidores escolhem os websites pela diversidade de conteúdo que facultam, facilidade de utilização, eficiência e melhor preço e não por uma questão de “confiança”.

A confiança, argumenta, é necessária, mas é confiança em que proporcionam as melhores escolhas, conteúdos e resultados relevantes das pesquisas, proporcionando uma experiência “eficiente e bela” e mensagens claras.

Douglas Quinby defende ainda que não há um problema de “arquitectura” ineficiente, como sempre argumentam os ‘paladinos’ da ‘disrupção’, desde os defensores dos GNE, ao NDC, metabuscadores, programadas de fidelização ou, actualmente, blockchain.

O custo que as OTAs realmente têm para os hotéis, defende, não tem que ver com essas alegadas “ineficiências”, mas com o que denomina de custo de aquisição de clientes, com os milhares de milhões que despendem com o Google em marketing e publicidade para ‘adquirirem’ clientes e em tecnologia para disporem de websites de fácil utilização e com vastas opções relevantes e preço.

O analista da Phocuswright sublinha que há no entanto realmente um problema real de marketing que os hotéis e outros players do turismo têm que resolver, mas defende que enquanto “as startups e consultores anti-OTAs” estão fixados nas queixas do sector, “as OTAs é que estão a resolver os problemas dos consumidores”.

Assim, em sua opinião, o que pode pôr em causa o modelo actual e as OTAs é “um novo modelo de negócio ou plataforma que possa proporcionar procura às companhias aéreas e hotéis a um significativamente mais baixo custo de aquisição de clientes”, e os exemplos que aponta são a plataforma da Airbnb, que se tem mantido fiel à comissão de 3% aos fornecedores, uma startup tipo Hopper que descubra chegar às novas gerações de consumidores sem despenderem exorbitâncias no Google... ou o próprio Google.


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