Grécia é o destino vencedor do Verão 2017 para o 2º maior grupo emissor europeu

10-02-2017 (15h14)

A Grécia é o destino nº 1 deste Verão dos maiores operadores turísticos europeus, face não só à continuação dos receios de instabilidade na Turquia como, adicionalmente, algum esfriamento em relação a Espanha por subida dos preços da hotelaria, indicam informações de diversas fontes dos mercados britânico e alemão, onde Portugal é caracterizado como um dos “pequenos destinos” em crescimento.

“As reservas para a Grécia estão actualmente a crescer mais de 40% enquanto a procura para destinos como Chipre, Bulgária, Portugal e Croácia também está forte”, lia-se no balanço divulgado ontem pelo Thomas Cook, segundo maior grupo integrado operação turística, agências de viagens e aviação da Europa.

E a imprensa britânica, que participou na apresentação do balanço do Thomas Cook, era ainda mais afirmativa, com o “Travel Weekly”, por exemplo, a noticiar que a Grécia passou a “top-selling destination” do Thomas Cook com 2,5 milhões de passageiros já com reservas para o Verão.

O balanço do Thomas Cook, por sua vez, embora ressalvando que “ainda é muito cedo no ciclo” de reservas dos programas de Verão, dizia que “continuam reduções” para a Turquia, mas que, no entanto, foram mais do que compensadas “pela forte procura da Grécia”.

“Também aumentamos significativamente as reservas para a um número de destinos europeus mais pequenos incluindo Chipre, Bulgária, Croácia e Portugal e vimos um fortalecimento da procura do Egipto e Marrocos”, acrescenta o documento que, diz ainda que “no seguimento de um forte crescimento em 2016, a procura das ilhas espanholas incluindo as Baleares e as Canárias, estagnou”.

E neste caso é a imprensa espanhola hoje que avança mais, com o “Expansión”, por exemplo, a noticiar que o “Thomas Cook deixa de enviar turistas a cem hotéis espanhóis” e que se trata da reacção do operador “ante as subidas de preços dos estabelecimentos nas Baleares e Canárias”.

De acordo com o mesmo jornal, o Thomas Cook “avisou ontem que vai reduzir a capacidade da sua oferta de férias em Espanha para o próximo Verão” e que alguns analistas já esperavam uma situação desse tipo “como consequência da desvalorização da libra a seguir ao referendo do Brexit”.

Porém, acrescenta a notícia, os executivos do Thomas Cook não atribuem “a debilidade da procura à moeda, mas às subidas de preços que os hotéis espanhóis estão a aplicar, especialmente nas Canárias e Baleares, entre 6% e 8%”.

A informação avançada pelo CEO do Thomas Cook, Peter Fankhauser, porém, foi de que o grupo tendo em conta as tendências em presença optou por alterar o perfil da sua oferta para Espanha, desviando-se para uma gama superior.

“Não mudamos a capacidade em Espanha, mas focamo-nos em férias de qualidade mais elevada”, disse o executivo, que apontou como causas “os hotéis terem aumentado os seus custos”, bem como ao aumento de capacidade aérea “que provoca uma situação competitiva”.

O balanço divulgado ontem pelo Thomas Cook indicou que atingiu vendas de 1,6 mil milhões de libras no trimestre terminado a 31 de Dezembro de 2016, com um aumento de cerca de 200 milhões relativamente ao período homólogo de 2015, e reduziu ligeiramente a perda antes de não recorrentes para 49 milhões de libras.

A informação avançada indica ainda que  Thomas Cook já tem vendido 31% do total da capacidade para o Verão, com as reservas a apresentarem um aumento em 9%.

 

Ver também:

Operadores turísticos alemães destacam Grécia e ‘forte regresso’ do Egipto

 

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