Gigante europeu da operação turística recorre à protecção de credores nos tribunais dos EUA

17-09-2019 (16h21)

O grupo Thomas Cook, tradicionalmente considerado o segundo maior da Europa na operação turística e agência de viagens, solicitou ontem a protecção de credores, o chamado Chapter 15, num tribunal de Nova Iorque, que o protege de tentativas de cobranças por parte de credores dos Estados Unidos.

De acordo com a imprensa internacional, a iniciativa destina-se a ganhar tempo para convencer os detentores de obrigações do grupo apoiar o seu plano de reestruturação de dívida.

As notícias especificam que ontem mesmo o grupo confirmou que foi adiada para o fim do mês, para dia 27 ou 30, a reunião com credores para definir os termos de uma pacote de salvação de 1,1 mil milhões de libras, que esteve previsto para amanhã.

O pacote prevê que o grupo chinês Fosun, já detentor de 18% do grupo Thomas Cook, fique com 75% do seu negócio de operação turística e 25% da sua área de aviação em troca de uma injecção de 450 milhões de libras.

Montante idêntico está previsto ser avançado pelos outros credores, que ficariam com 25% do negócios de operação turístico e 75% da parte de aviação.

Os jornais britânicos dizem que a autoridade aeronáutica do país tem estado a preparar, por precaução, a eventual repatriação de turistas afectados pela insolvência do Thomas Cook, admitindo que possam ser centenas de milhar.

Em Portugal, as implicações mais gravosas de uma eventual cessação de actividade do grupo Thomas Cook poderão acontecer na Madeira, onde hoje o “Jornal da Madeira” titulava em manchete “Colapso da Thomas Cook coloca Madeira em sentido”.

O grupo Thomas Cook é tradicionalmente um dos grande clientes da hotelaria da Madeira, com a qual sempre manteve laços estreitos, tendo sido um dos impulsionadores da criação do Grupo Porto Bay, no qual já há alguns anos não tem participação.

Numa informação de 28 de Agosto sobre o plano de recuperação o grupo Thomas Cook assinalava ter tido vendas de 9,6 mil milhões de libras no exercício terminado a 30 de Setembro de 2018, empregar 21 mil pessoas e ter anualmente mais de 22 milhões de clientes.

 

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