CVC soma e segue: agora compra a Trend, que valeu 1,2 mil milhões de reais de reservas em 2016

04-05-2017 (11h34)

Após ter acrescentado ao grupo a Rextur Advance, um dos líderes do mercado brasileiro das viagens de negócios, e a online Submarino Viagens, a CVC, maior conglomerado de empresas de organização e comercialização de viagens na América Latina, junta agora ao seu portefólio a Trend, que chegou a ambicionar ser sua rival em pacotes turísticos.

“A aquisição da Check In [espécie de holding do grupo Trend] constitui uma excelente oportunidade estratégica, complementar às operações da Companhia, fortalecendo, assim, sua posição de liderança no sector de viagens no Brasil”, diz a CVC no comunicado em que anuncia que concordou pagar “até” 258,8 milhões de reais (cerca de 75,2 milhões de euros) por 90% do capital da Check In.

O comunicado da CVC acrescenta que “o executivo Luís Paulo Luppa de Oliveira Couto (“Luppa”) permanecerá como Director Presidente e accionista minoritário da Check In”, o qual, por sua vez, em comunicação citada pela imprensa brasileira, garantiu a manutenção do “DNA do grupo, que é focar no desenvolvimento de talentos e actuar única e exclusivamente no canal agentes de viagens”.

“Este novo ciclo dá a exacta dimensão do que construímos nesses 25 anos, pois a partir de agora somos mais uma engrenagem da maior operadora de turismo das Américas. Vamos continuar crescendo, só que mais fortes e a passos mais largos. Estrategicamente alinhados e fundamentalmente inseridos em nossa proposta que é gerar valor aos nossos colaboradores, clientes e fornecedores”, garantiu ainda Luís Paulo Luppa.

O comunicado da CVC, por sua vez, destaca que “o Grupo Trend tem 25 anos de actuação, cerca de 800 colaboradores e actua na intermediação de hotéis nacionais e internacionais, voltado para negócios e lazer, com reservas confirmadas anuais de R$ 1,2 mil milhões em 2016”.

O grupo fundado por Guilherme Paulus e actualmente liderado por Luiz Eduardo Falco esclarece na mesma informação que a concretização do negócio, porém, ainda está dependente do cumprimentos de algumas condições, entre as quais a aprovação pela autoridade da concorrência, bem como “a conclusão de uma reorganização societária do Grupo Trend, nos termos do Contrato de Compra e Venda”.

Quanto ao preço de aquisição da Trend, a informação da CVC especifica que “o valor total indicativo do negócio está sujeito a ajuste com base no EBITDA (lucro antes dos juros impostos, depreciação e amortização), dívida líquida e no capital de giro da Check In, todos a serem verificados na data de fechamento; e (b) até R$114.000.000,00 (cento e catorze milhões de reais), como preço contingente, observado o atingimento de metas futuras de crescimento de lucro líquido e de reservas de serviços turísticos operados pela Check In e suas subsidiárias entre 2017 e 2020 e demais condições previstas no Contrato de Compra e Venda”.

 

Para ler sobre as anteriores aquisições da CVC clique:

CVC conclui aquisições do Grupo RA e da Submarino Viagens

 

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