CVC agrega mais uma participada b2b com a compra do consolidador Esferatur

14-08-2018 (16h26)

A brasileira CVC, maior grupo latino americano de organização e comercialização de viagens, anunciou hoje um reforço do seu portefólio de produtos e serviços para o mercado profissional através da aquisição da Esferatur, classificada como um dos maiores consolidadores do mercado brasileiro, com vendas de bilhetes de avião na ordem de 1,8 mil milhões de reais (cerca de 407 milhões de euros).

"Tudo ainda é muito recente, mas nada muda para quem trabalha para a Esferatur e muito menos para os agentes de viagens", garantiu o fundador da empresa, Roberto Santos, citado pelo Panrotas (para ler mais clique: Beto Santos explica por que vendeu a Esferatur à CVC).

O empresário dava assim uma primeira resposta à questão suscitada pelo facto de a Esferatur ser concorrente da Rextur Advance, adquirida pela CVC em 2015 e que no primeiro semestre somou, juntamente com a online Submarino Viagens, também da CVC, 1.988,1 milhões de reais (449,5 milhões de euros) de reservas confirmadas e uma receita líquida de 130,4 milhões de reais (29,5 milhões de euros), com um aumento em 17,6% relativamente ao período homólogo de 2017.

A venda, que está condicionada à aprovação pela autoridade brasileira da concorrência (CADE) bem como pelos accionistas da companhia fundada por Guilherme Paulus, tem o preço base de 245 milhões de reais (55,4 milhões de euros), "sujeito a ajustes com base na variação do caixa líquido mínimo e do capital de giro da Esferatur", a que acresce "um preço variável futuro, calculado com base no alcance de metas do EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da Esferatur referentes aos exercícios 2018, 2019 e 2020, a ser pago aos vendedores em 3 (três) parcelas".

Nas declarações citadas pelo "Panrotas", Roberto Santos, defendeu a venda da empresa à CVC como "uma oportunidade muito grande para os sócios da Esferatur e uma oportunidade enorme para os nossos colaboradores".

"Temos muitos talentos na nossa consolidadora, e isso certamente atraiu a CVC Corp. Contamos com pessoas muito boas, gente que está connosco há décadas. Tínhamos o sonho de vencer e ser a maior empresa de Turismo do Brasil, e sozinho seria muito difícil. Com essa aquisição, meu neto, que hoje tem pouco mais de um ano, vai dizer que seu avô contribuiu com uma parte desse negócio para ele se tornar o que é. Vou continuar trabalhando para colocar a CVC Corp entre as maiores do mundo. Potencial e gente séria para isso os dois lados têm", acrescentou.

A informação da CVC sobre esta nova aquisição avança que "o fundador da Esferatur, permanecerá como director-geral da empresa, assim como executivos chaves, pelo menos até Junho de 2021" e o Panrotas avança que "com o negócio, Beto Santos, que tinha 47% da empresa, não é mais sócio da Esfera, mas o restante permanece com suas margens, pois parte do pagamento é em acções da CVC Corp. Até mesmo Carlos Vazquez, até então VP da Esfera, que tinha 28%. Ele também segue como presidente executivo da Air Tkt".

 

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