APAVT alerta para constrangimentos às operações turísticas à saída de Beja

04-07-2018 (17h26)

O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, alertou para a existência de “constrangimentos específicos” para a realização de operações turísticas à saída do aeroporto de Beja, depois do ministro do Planeamento e Infraestruturas ter revelado que vai desenvolver uma campanha junto dos operadores turísticos para usarem o aeroporto de Beja.

O ministro, segundo avançou a agência Lusa, revelou hoje que o Governo e a ANA Aeroportos de Portugal vão desenvolver uma campanha junto dos operadores que oferecem pacotes turísticos integrados para usarem o aeroporto de Beja (clique para ler: Governo quer operadores turísticos a usarem aeroporto de Beja).

Contactado pelo PressTUR, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) começou por dizer que "não conhece as afirmações [do ministro] em concreto", mas admite que Pedro Marques "se esteja a expressar relativamente a operações de incoming, isto é, de recepção de turistas".

"Relativamente às operações de outgoing, há constrangimentos específicos no aeroporto de Beja, nomeadamente os custos de operação e sobretudo a distância a que está de um pólo importante de procura, que é o pólo nortenho", afirmou Pedro Costa Ferreira.

Estes constrangimentos "provavelmente impedem, à partida, que as operações turísticas de outgoing, nomeadamente as de charter, fossem realizadas com êxito através de Beja", disse o presidente da APAVT, admitindo que "mais facilmente o público nortenho tentaria partir de Vigo ou de Madrid, porque provavelmente teria condições mais cómodas de viagem".

Pedro Costa Ferreira partilha das "presumíveis preocupações" de Pedro Marques face às condições de operação do aeroporto de Lisboa, mas considera que existem "decisões importantes a tomar que beneficiariam a referida operação".

Uma dessas medidas é, no curto prazo, "o fecho da pista 17/35", que segundo o dirigente possibilitaria "melhores condições de parqueamento das aeronaves e provavelmente o aumento dos índices de pontualidade e de aproveitamento dos slots".

A médio prazo, acrescentou, "a construção do aeroporto do Montijo, que tudo indica que possibilitaria passar de cerca de 38 movimentos por hora para 72 movimentos".

"Essas medidas são absolutamente estruturantes na operação do aeroporto de Lisboa e no país turístico", acrescentou.

"Por muita vontade que haja de fazer mais operações além do limite do aeroporto de Lisboa, a grande verdade é que as condições objectivas do aeroporto, nomeadamente a sua situação geográfica, provavelmente impediriam uma maior aposta dos operadores turísticos para partir de Beja como portugueses para férias", concluiu.

 

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