Vida de turista em Teerão, a visitar palácios e mesquitas

25-06-2018 (18h27)

Os encantos da capital do Irão estão escondidos nos bazares, palácios e locais de culto, enquadrados pelas montanhas que rodeiam a cidade. Para lá chegar é preciso atravessar uma confusão de trânsito, mas vale bem a espera.

A primeira coisa que é preciso saber para fazer vida de turista na capital do Irão é que se vai passar algum tempo no trânsito, seja qual for o destino. São oito milhões de pessoas, muitos carros e motas, a contribuir para o estatuto de Teerão como uma das cidades mais poluídas do mundo.

É preciso também saber, no caso das mulheres, que cobrir o cabelo com um hijab é obrigatório no Irão, embora nos locais da capital mais frequentados por jovens o lenço apareça cada vez mais como acessório e cubra cada vez menos cabelo.

Mas o trânsito não impede a cidade de oferecer cenários bonitos, com montanhas cobertas de neve ao fundo, nem o hijab consegue omitir a beleza das mulheres iranianas, de traços delicados e bem arranjadas.

Um dos cenários ideais para ver as montanhas como pano de fundo é o Complexo Saadabad, construído pelos monarcas Qajar e Pahlavi.

Em Dezembro há neve nos jardins, por onde passeiam visitantes no caminho de um de vários edifícios-museu que ora exibem os carros de luxo do xá, ora têm uniformes e armas de militares.

Um dos edifícios do complexo é o palácio de Verão do xá Reza Pahlavi, que além da luxuosa mobília tem uma sala de jantar que teve o seu último serviço em honra de James Earl Carter, 39º presidente dos Estados Unidos, e do rei Hussein da Jordânia.

Outro monumento dos tempos da monarquia no Irão a visitar é o Palácio do Golestão, da dinastia Qajar, onde as paredes no exterior revestidas de azulejos coloridos contrastam com as paredes do interior repletas de pequenos espelhos.

Depois da monarquia, chegou ao Irão a revolução islâmica em 1979, liderada por Ruhollah Khomeini, figura presente em todos os lugares em quadros ou fotografias, lado a lado com outra imagem de Ali Khamenei, o seu sucessor e actualmente maior autoridade política e religiosa do país.

A riqueza da arquitectura islâmica é precisamente um dos atractivos que está no imaginário de quem quer visitar o Irão, e, na sua capital, a Mesquita Imamzadeh Saleh, próxima do Bazar de Tajrish, é um exemplo a conhecer.

Junto à mesquita há pessoas a oferecer chá e bolos a quem passa, um gesto tradicional dos crentes em memória de familiares falecidos.

Já no Mausoléu de Khomeini, à saída de Teerão, a recepção é menos amigável, logo a começar pelo apertado controlo de segurança, que impede máquinas fotográficas.

O imponente e amplo monumento, com o chão forrado a tapetes, está em construção desde 1989 e tem no seu interior várias pessoas a prestar homenagem e outras a dormir, já que está aberto 24 horas e é bem mais quente que o exterior.

Além do islão xiita, que é a religião seguida por mais de 90% dos iranianos, existem várias minorias, uma das que tem mais influência é o Zoroastrismo, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra.

Os Templos Zoroastristas, também conhecidos como templos de fogo, têm no seu interior um altar com uma chama que procuram manter sempre acesa, para onde olham os seguidores do zoroastrismo quando rezam.

Os locais de culto e os palácios são duas motivações de peso para visitar o Irão, mas há mais a fazer em bazares, em cafés, em restaurantes e muito mais além de Teerão.

 

O PressTUR visitou o Irão em Dezembro de 2017 a convite da euroAtlantic


Ver também:

 

Vida em Teerão, no bazar de Tajrish e no bairro Darband

Teerão: os tradicionais e os modernos

Maravilhas de Isfaão, "metade do mundo"

Hotel Abbasi, um monumento com três séculos

 

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