Holguín e Guardalavaca, à descoberta das praias

06-09-2019 (08h56)

As primeiras praias paradisíacas desta viagem aguardam-nos na Província de Holguín, nos resorts de Guardalavaca, mas é também nesta região que encontramos uma pequena cidade ainda a despertar para o turismo, Gibara.

No caminho de Baracoa para Holguín, a paisagem continua a mostrar-nos aquilo a que nos temos habituado a ver, vegetação em abudância, plantações de banana, cacau, côco e café, com algumas janelas entre o verde para ver o azul do mar.

Os primeiros quilómetros são em terra batida, em plena natureza, a uma velocidade de 20 ou 30 quilómetros por hora para atenuar os solavancos, enquanto passamos por aldeias onde as casas estão pintadas com bandeiras cubanas e frases emblemáticas dos líderes da revolução, como "Hasta la Victoria Siempre".

Saímos da Província de Guantanamo e entramos na Província de Holguín, pelo município de Moa, onde a paisagem sofre uma alteração drástica, tornando-se mais monótona, com vegetação rasteira, alguns pinheiros e terra vermelha.

A estrada melhora, mas todo o ambiente envolvente piora, porque nos aproximamos de uma fábrica de níquel e cobalto, uma indústria que destrói a paisagem mas é essencial para a economia cubana, sendo uma das principais exportações do país.

O níquel é fundamental para a produção de aço inoxidável e outras ligas resistentes à corrosão, enquanto o cobalto é essencial para ligas de alto desempenho usadas em motores de aviões e baterias de carros eléctricos.

A vegetação volta a dominar a paisagem à medida que nos afastamos da fábrica, até que, finalmente, entramos em Holguín, uma cidade planeada com régua e esquadro, que vista de cima é como uma grelha, com ruas paralelas e perpendiculares a contar a partir da Loma de la Cruz, uma montanha que se ergue a 260 metros acima do nível do mar.

É em Holguín, a quarta maior cidade cubana, que são produzidas as cervejas Bucanero e Cristal, uma mais forte, a outra mais leve, mas ambas refrescantes nas horas em que ainda não são recomendáveis Mojitos, Daiquirís ou Cuba Libres.

Outra característica distintiva de Holguín é a quantidade de parques que tem, sendo mesmo conhecida como a cidade dos parques, com um a cada dois quarteirões, diz-nos o guia Jesus Grajales, da Havanatur.

Mas a agenda preenchida só nos possibilita almoçar no topo da Loma de La Cruz, de onde podemos ver a cidade estender-se até ao horizonte.

É precisamente ali, no alto da Loma de La Cruz, que termina a procissão das Romerías de Mayo, uma festa organizada todos os anos em Holguín, na primeira semana de Maio, que o PressTUR teve oportunidade de assistir em 2017 (clique para ler: Romerías de Mayo: a cidade de Holguín em festa).

Depois de mais uma hora de estrada para uma sesta depois de almoço, chegamos ao hotel Memories Holguín, em Guardalavaca, para pisar pela primeira vez a areia fina das praias da costa Norte de Cuba.

Guardalavaca é conhecido pela sua oferta de resorts de praia para alojamento em regime de tudo incluído (TI), ali construídos para hospedar quem procura desfrutar da beleza natural das praias de areia branca e mar azul turquesa, com coqueiros como pano de fundo.

A uma hora dali, encontramos o contraste deste tipo de turismo assim que entramos em Gibara, uma pequena cidade instalada à beira-mar, com edifícios antigos que começam a ser recuperados a pouco e pouco, à medida que a cidade desperta para o turismo.

Para continuar a ler clique:

Gibara, a despertar para o turismo

Por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite do Ministério de Turismo de Cuba

 

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