Santiago de Cuba, entre o mar das Caraíbas e a Sierra Maestra

06-09-2019 (09h06)

Uma cidade que respira música e animação, e ao mesmo tempo um local rico em história, assim é a segunda maior cidade do país, Santiago de Cuba, instalada entre o mar das Caraíbas e a Sierra Maestra.

Durante o dia, a cidade mostra o seu esplendor através do movimento contínuo de carros, motas e pessoas nas ruas estreitas e na praça central, rodeada de edifícios coloniais, renovados e coloridos.

Durante a noite, o encanto de Santiago está onde soam guitarras, contra-baixos, congas e vozes alegres, em locais como a Casa de la Trova ou Son de La Loma, cheios de pessoas a conversar alto, a beber rum com coca-cola e a dançar.

É em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, que está sepultado Fidel Castro, no mesmo cemitério onde estão José Martí e Carlos Manuel Céspedes, dois heróis da guerra pela independência cubana contra Espanha.

O guia que nos acompanha, Jesus Grajales, da Havanatur, conta-nos que Fidel Castro queria ser sepultado no Cemitério de Santa Ifigénia por dois motivos: por um lado, porque está em Santiago, onde foi dado o primeiro passo da revolução, com o ataque ao Quartel Moncada em 26 de Julho de 1953; e, por outro lado, para estar próximo de um dos maiores heróis do país, José Martí.

Foi no julgamento sobre o ataque ao Quartel Moncada que Fidel Castro proferiu o famoso discurso "A História Absolver-me-á". Cerca de seis anos mais tarde, Santiago viria a ser palco de outro anúncio que mudou a história do país, no dia 2 de Janeiro de 1959, com Fidel a subir à varanda da sede do município (Ayuntamiento) para anunciar a vitória da revolução.

O edifício do Ayuntamiento encontra-se na praça principal da cidade, o Parque Céspedes, onde vemos pessoas sentadas nos bancos à sombra a conversar, a namorar, a tocar guitarra, ou de passagem em direcção a uma das várias ruas derivam dali.

No lado oposto à sede do município, a praça é dominada pela Catedral de Nuestra Señora de la Assunción, onde está sepultado Diego Velázquez Cuellar, conquistador espanhol e primeiro governador de Cuba, fundador das primeiras sete cidades espanholas no país.

A catedral, que se distingue pelas suas duas imponentes torres, teve a sua construção concluída em 1922, embora no mesmo local tenha existido desde os anos 1520 uma catedral, destruída e reconstruída várias vezes.

Outros dois edifícios de destaque nesta praça são o que dizem ser a casa mais antiga de Cuba, onde viveu Diego Velázquez Cuellar, e o Hotel Casa Granda, onde ficou hospedado várias vezes nos anos 1950 o escritor Graham Greene, autor de vários romances que tiveram Cuba como cenário, como "O Nosso Agente em Havana".

Ao dobrar a esquina do hotel, entramos na Calle Heredia, a rua onde vive a música de Santiago, encontramos a Casa de la Trova e outros santuários da música cubana para passar uma noite com muita animação.

De Santiago de Cuba seguimos para El Cobre, a cerca de 20 quilómetros, para conhecer o local de peregrinação mais sagrado de Cuba.

Para continuar a ler clique:

El Cobre, o local de peregrinação mais sagrado em Cuba

Por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite do Ministério de Turismo de Cuba

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