Paraísos de areia branca e mar azul em Cayo Coco e Cayo Guillermo

28-06-2019 (15h15)

Praias a perder de vista, de areia fina e mar transparente, com coqueiros e palmeiras, eis o cenário que atrai tantos visitantes a Cayo Coco e Cayo Guillermo, em Cuba.

A areia das praias é tão branca nestes destinos do Norte de Cuba porque estão abrigados por uma das maiores barreiras de coral do mundo, que atrai apreciadores de mergulho e snorkeling, explica o guia Jorge Pérez, da Gaviota Tours, que acompanha o grupo de agentes de viagens portugueses.

No caminho, os agentes de viagens que participam nesta viagem organizada pelo operador turístico Sonhando ficam também a saber que estão a chegar à quarta maior ilha do arquipélago cubano, depois da ilha de Cuba, da ilha da Juventude e de Cayo Romano.

Mas antes é preciso atravessar o pedraplén, uma estrada que liga a ilha de Cuba a Cayo Coco, percorrendo 17 quilómetros ladeados de mar.

Construída entre 1983 e 1990, a estrada fazia parte de um projecto para desenvolver o turismo interno, para que os cubanos desfrutassem da beleza natural da região.

Mas nos anos 1990, com a queda do Muro de Berlim e com o colapso da União Soviética, Cuba perdeu a maior parte dos seus parceiros comerciais. As relações diplomáticas com os países que formavam a União Soviética continuaram, mas muitas das empresas desses países foram privatizadas e deixaram de importar produtos de Cuba.

Para compensar essa falta de receitas, Cuba apostou no desenvolvimento do turismo internacional.

Assim, os hotéis construídos nos Cayos começaram a receber turistas estrangeiros, atraídos pela beleza natural, as praias e o mar de um azul incrível, a uma temperatura de 26 graus.

Os voos aterravam no aeroporto de Ciego de Ávila, na ilha de Cuba, mas desde 2002 passaram a aterrar directamente em Cayo Coco, quando abriu o Aeroporto de Jardines del Rey, para onde há voos charter directos de Lisboa durante o Verão.

Bem antes dos turistas descobrirem este paraíso, já o escritor norte-americano Ernest Hemingway era presença assídua, na década de 40 do século XX, umas vezes para pescar, outras ao serviço dos Estados Unidos para perseguir embarcações alemãs.

Conta-se que no fundo do mar, junto a Cayo Guillermo, estão os destroços de um submarino alemão afundado a comando de Hemingway.

Muitos defendem também que o livro “Ilhas na Corrente”, de Hemingway, foi inspirado na zona de Cayo Guillermo.

As referências ao escritor por aqui são várias, incluindo uma estátua na ponte que liga Cayo Coco a Cayo Guillermo e uma praia baptizada com o nome do seu barco, Pilar, que já foi considerada a mais bela praia do mundo.

Os argumentos mais fortes dos Cayos são as praias e as temperaturas altas, mas há outras actividades, como um passeio de catamarã para descobrir os melhores locais para fazer snorkeling.

Há também uma excursão a uma antiga fábrica de cana de açúcar, que inclui um passeio num comboio do início do século XX, uma visita a um aquário de crocodilos e um almoço tipicamente cubano no Rancho Palma, em Morón.

Cayo Coco, e o seu vizinho Cayo Guillermo, tornaram-se destinos mais familiares no mercado português a partir de 2014, quando o operador turístico Sonhando contratou voos charter à euroAtlantic para operar uma vez por semana durante o Verão entre Lisboa e Cayo Coco.

Esta operação charter, que chega este ano ao seu sexto Verão consecutivo, marcou o recomeço das ligações aéreas directas entre Portugal e Cuba, que tinham deixado de ser programadas em 2010. Em 2015, um ano depois do começo dos voos para Cayo Coco, também recomeçaram os charters de Lisboa para Varadero.


Por Luís Canto. O PressTUR visitou Cuba a convite do operador turístico Sonhando

 

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