Prefeita de Natal desafia portugueses a visitar um destino renovado (1)

30-06-2009 (09h12)

Micarla de Sousa ao PressTUR

“Uma Natal renovada”, que oferece mais do que o Sol e Mar que têm sido a sua imagem de marca, é o que “promete” a Prefeita da capital do Rio Grande do Norte, Micarla de Sousa, ao culminar uma semana de promoção em Portugal, seu primeiro mercado emissor de turistas estrangeiros.

“Ir a Natal é viver uma experiência nova, é viver uma emoção diferente, é estar convivendo com a cultura, com a gastronomia, com desporto, com o povo, extremamente diferenciado”, defendeu Micarla de Sousa, em declarações ao PressTUR no final de um encontro seguido de jantar, no Altis, com agentes e operadores turísticos portugueses, que, por sua vez, culminou uma semana de promoção no centro comercial Colombo, vocacionada para o contacto directo com potenciais turistas.
Micarla de Sousa afirmou ainda nas declarações ao PressTUR que a aposta de Natal é na qualidade de serviço, que atraia os turistas por uma prestação de serviços diferenciada e bom acolhimento da população, e não apenas pelo preço.
“O preço vai ser bom, talvez não o mais baixo, mas a relação [qualidade/preço] vai ser sempre boa, porque a Prefeitura tem tido um contacto muito directo e franco com os nossos hoteleiros e agentes de viagens, buscando viabilizar várias formas de podermos melhorar a questão do preço. Mas eu jamais poderia chegar ao ponto de dizer que vamos ter os menores preços”, comentou, ao referir-se às apostas do turismo da capital do Rio Grande do Norte.

Com que expectativas promoveu agora esta acção em Lisboa?
Micarla de Sousa: Acho que este é o momento de nós plantarmos a semente. Sei que é um momento difícil para as economias de todo o mundo, mas acredito que são movimentos ousados que podem fazer a diferença. Então, enquanto Prefeita de Natal, cargo que exerço há seis meses, é a nossa primeira oportunidade de estarmos fora do País, no principal mercado emissor de turistas estrangeiros para Natal, que é Portugal, para dar a conhecer um pouco mais a nossa cidade, mostrando que Natal não é apenas mais um destino de praias e sol. É muito mais do que isso. Ir a Natal é viver uma experiência nova, é viver uma emoção diferente, é estar convivendo com a cultura, com a gastronomia, com desporto, com o povo, extremamente diferenciado. Como disse, muito mais que uma viagem, é viver uma experiência e acho que este é o momento de plantar as sementes para podermos colher num terreno mais fértil. Espero que com uma economia mundial mais tranquila colheremos o mais breve possível essas sementes que hoje plantamos.

Natal já foi o primeiro destino de férias dos portugueses no Brasil e de longo curso. Hoje não é mais. Como pensa reverter essa situação, tanto mais que agentes e operadores dizem que actualmente é difícil “vender” turismo no Brasil?
Micarla de Sousa: É muito complicado num momento como este concorrer com destinos que têm uma economia muito mais vulnerável que a nossa [Brasil], onde as pessoas ganham muito pouco nos seus empregos, onde é possível fazer pacotes e quase dá-los ao invés de vendê-los... É difícil, mas volto a sublinhar que se nós formos para a questão simples de vermos apenas preço, nem nós iríamos oferecer um serviço de qualidade, uma hotelaria de qualidade, nem o cliente iria ficar satisfeito. Porque nós temos empregos que requerem salários diferenciados, impostos que são pagos, porque afinal de contas vivemos numa democracia consolidada e tudo isso aumenta o custo do Brasil.
Então acho que a nossa grande aposta tem que ser a diferenciação no serviço prestado nas nossas cidades. Natal quer fazer uma prestação de serviços diferenciada, onde o turista que lá chegue não vá apenas porque o preço é bom. O preço vai ser bom, talvez não o mais baixo, mas a relação [qualidade/preço] vai ser sempre boa, porque a Prefeitura tem tido um contacto muito directo e franco com os nossos hoteleiros e agentes de viagens, buscando viabilizar várias formas de podermos melhorar a questão do preço. Mas eu jamais poderia chegar ao ponto de dizer que vamos ter os menores preços.
Acho que hoje a questão de preço importa, é lógico que importa. Talvez para uma determinada fatia da população esse seja um factor de decisão. Mas também para uma grande fatia da população o grande factor de decisão é o que vai encontrar no destino.



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Prefeita de Natal desafia portugueses a visitarem a visitar um destino renovado (2)

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