Norte da Tailândia, tribos nas montanhas em Chiang Mai

14-02-2020 (15h16)

As montanhas de Chiang Mai são habitadas por tribos com costumes tão especiais que são organizadas visitas turísticas para as conhecer. Uma das comunidades que visitamos é conhecida pelas mulheres com pescoços compridos, também chamadas de mulheres-girafa.

Voltamos então a subir as montanhas para visitar essa tribo, conhecida por Padaung ou Kayan. No caminho, a nossa guia explica-nos que as pessoas que vamos conhecer fugiram de Myanmar, onde eram perseguidas pelos seus costumes, considerados tribais e primitivos.

Chegamos à montanha num autocarro e fazemos o resto do caminho numas carrinhas pickup, sentados em bancos corridos na traseira, por uma estrada lamacenta. A vegetação domina tudo à nossa volta, a montanha está coberta de verde e o ar é húmido e abafado.

Descemos das carrinhas e atravessamos uma ponte de madeira, com o caminho indicado por uma tabuleta de madeira onde estão desenhadas duas mulheres com argolas douradas à volta dos seus pescoços alongados, e onde podemos ler "Ban Huay Pa Rai Hill Tribe Village".

Estão à nossa espera com bancas de artesanato montadas, posam para as fotos, sorriem por um instante e depois ficam sérias. Parece ser essa a sua rotina: fazer artesanato e posar para fotos com turistas.

Bee, a nossa guia, conta-nos que levam uma vida mais tranquila do que em Myanmar, de onde fugiram. Aqui encontram paz e acesso a educação e saúde, recebendo visitas regulares de professores e de médicos.

A prática de alongar os pescoços, tão peculiar, é na verdade uma ilusão. O que acontece realmente é que o peso das argolas empurra os ombros e pressiona as costelas para baixo, fazendo parecer que o pescoço é mais comprido.

O primeiro colar é colocado aos cinco anos de idade e é aumentado ao longo dos anos. Acredita-se que começou por ser uma forma de afastar os tigres, acabando por tornar-se uma tradição, símbolo de beleza e de pertença.

É difícil conversar porque não falam inglês, e por isso torna-se uma visita algo impessoal, em que nos limitamos a sorrir, fotografar e comprar artesanato na esperança de ajudar. Apesar disso, saímos dali tranquilizados pela ideia de que a mesma tradição pela qual esta tribo foi perseguida acabou por tornar-se um motivo de atracção de turistas de todo mundo.

A mesma paz de consciência é difícil de conceber no Maetaeng Elephant Park, onde os elefantes são treinados para fazer actividades tão fora da sua natureza como pintar quadros, tocar instrumentos musicais ou chutar uma bola de futebol.

Entre os espectáculos, os elefantes fazem as delícias dos visitantes colocando-lhes chapéus na cabeça, abraçando-os com a tromba e aceitando os cachos de bananas que lhes são oferecidos, sempre às ordens do domador que carregam no dorso.

Ao lado das bancadas podemos ver ainda uma torre que funciona como cais de embarque, onde os visitantes podem sentar-se numa estrutura de madeira montada no dorso de um elefante e fazer um passeio pela selva.

O parque é apresentado como uma forma de proteger os elefantes contra abusos, fornecendo-lhes alimentação e cuidados veterinários. A questão é que, sem saber os métodos , não sabemos a que preço os elefantes são amestrados.

De volta ao autocarro, Bee surpreende-nos com algumas curiosidades sobre os elefantes asiáticos. Pesam cerca de três ou quatro toneladas e são mais pequenos que os elefantes africanos, que rondam as cinco toneladas. Podem viver até aos 70 anos e têm um parceiro para toda a vida. Na Tailândia existem cerca de três mil elefantes domesticados e perto de dois mil selvagens, diz-nos ainda Bee, enquanto deixamos as montanhas.

Despedimo-nos de Chiang Mai com um jantar e um espectáculo de danças tradicionais tailandesas, um breve passeio pela animada vida nocturna da cidade e um brinde ao Norte da Tailândia no bar Good View, com música ao vivo e uma esplanada sobre o rio.

Esperam-nos as ilhas de Phuket e Phi Phi, no Sul do país, mas antes de partir visitamos ainda o sofisticado Anantara Chiang Mai Resort, com quartos e suites elegantes e um restaurante centenário que em tempos foi o consulado do Reino Unido.

Vamos embarcar num avião da Bangkok Airways para uma viagem de cerca de duas horas até Phuket, onde nos esperam passeios de barco à descoberta dos melhores locais para banhos, em águas quentes, de tons claros de azul ou verde, abrigadas por enormes rochedos.

Para continuar a ler clique:

Um passeio de barco e uns mergulhos nas ilhas Phuket e Phi Phi

 

Por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite do operador turístico Solférias

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