Marraquexe: cores, odores e sabores

27-12-2017 (17h28)

A cidade de Marraquexe, a cerca de uma hora e meia de avião de Lisboa, é mais que uma ‘porta de entrada' para a cultura marroquina e do Norte de África, que tem na zona da Praça Jemaa el-Fnaa, na Medina, um ponto de encontro entre a cultura local e os muitos visitantes de diferentes pontos do mundo.

Apelidada de Cidade Vermelha devido à cor das suas muralhas e edifícios mais antigos, Marraquexe foi fundada no século XI pelos Almorávidas no decorrer do sultanato de Yusuf ibn Tashfin, embora a região já fosse habitada anteriormente pelo povo berbere.

A cidade é conhecida por ter sido conquistada e reconquistada diversas vezes, tendo sido capital de Marrocos (com diferentes áreas territoriais) no decorrer da dinastia dos Almorávidas e do Califado dos Almohads, entre 1121 e 1269, e mais tarde, sob o controlo da dinastia Saadiana, entre 1554 e 1659.

A presença dos diferentes povos que reinaram e habitaram na cidade continua bem presente na arquitectura que a torna tão característica, como são exemplos as muralhas de ocre vermelho erguidas pelos Almorávidas, os Jardins Agdal e a Mesquita de Koutoubia, construídos pelos Almohads, e o Palácio Badi e a Madrassa Ben Youssef pelos Saadianos, cujos túmulos em Marraquexe foram descobertos no início do século XX.

Em 1912, foi a vez de a França deixar a sua marca na cidade e no país através de um acordo de protectorado com o governo de Marrocos, que durou até 1956, o qual não só marcou a disposição da cidade, principalmente no exterior da zona histórica da Medina, como também promoveu um ‘intercâmbio’ com uma série de personalidades europeias que continuou após o acordo.

O pintor francês Jacques Majorelle é conhecido por ser responsável pela criação dos Jardins Majorelle, onde se inseria a sua ‘villa’, que mais tarde foi habitada pelo estilista Yves Saint-Laurent e o seu companheiro Pierre Bergé. Recentemente, foi inaugurado um museu dedicado ao estilista no interior da propriedade dos Jardins Majorelle, além do Museu Berbere e do Museu de Arte Islâmica.

Marraquexe chegou a ser considerada um pólo hippie, principalmente nos anos 60, com incursões de artistas como os Beatles e os Rolling Stones, curiosos em relação à cultura e à música.

A viagem de comboio de Graham Nash, entre Casablanca e Marrocos, valeu a criação da música “Marrakesh Express”, interpretada pelos Crosby, Stills and Nash.

O estilo de música Gnawa, muito presente e prezado na cultura actual marroquina, foi explorado pelos membros dos Led Zeppelin, Robert Plant e Jimmy Page, nos anos 90, tendo o duo actuado com músicos locais no ponto de encontro que é a Praça Jemaa el-Fnaa.

Nesta praça, sempre com banda sonora, é possível cruzar caminho com tatuadores de henna, encantadores de serpentes, passar por um ‘stand’ de motorizadas, uma banca com azeitonas marinadas em toda uma panóplia de especiarias, ou simplesmente beber um chá num dos terraços que a circundam e desfrutar do pôr do Sol com vista para a Mesquita de Koutoubia.

A Praça Jemaa el-Fnaa é uma das principais atracções da Medina de Marraquexe, que foi considerada Património Mundial pela UNESCO em 1985.

O PressTUR viajou para Marraquexe a convite do operador turístico Solférias, em voo TAP, e com alojamento no 4-estrelas Be Live Experience Marrakech Palmeraie.

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Marraquexe: Os Jardins, o Palmeraie e o Vale de Ourika

 

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