Marraquexe: A Medina além dos souks

27-12-2017 (18h27)

Na Medina de Marraquexe é possível visitar uma série de pontos de interesse cultural que contam e ilustram a história desta cidade imperial, como são exemplos os Túmulos Saadianos e o Palácio Bahia.

O Palácio Bahia, de arquitectura árabe-andaluz do século XIX, foi construído para ser a residência de Si Moussa, camareiro do Sultão Hassan I, tendo sido aumentado mais tarde pelo seu filho Ahmed ben Moussa, regente de Marrocos.

O faustoso palácio, com uma área de 8.000 metros quadrados, conta com 150 quartos, jardins e pátios interiores, construídos com recurso a azulejos da província marroquina de Tetouan, mármore da cidade imperial de Meknès e madeira das florestas do Atlas.

Ahmed ben Moussa expandiu a residência, adornou-a e deu-lhe o nome de Palácio Bahia, em homenagem à sua amante preferida, sendo que a palavra "Bahia" pode significar algo "belo", "maravilhoso", "brilhante".

No seu auge político, Ahmed ben Moussa, foi regente de Marrocos no lugar do herdeiro do Sultão Hassan I, o jovem Sultão Abd al-Aziz, que herdou o trono ainda menor de idade. No entanto quando Ahmed ben Moussa faleceu, o Sultão Abd al-Aziz não só reclamou o trono de Marrocos como também ordenou a pilhagem do Palácio Bahia.

No decorrer do protectorado francês, o palácio serviu de residência ao General Lyautey, sendo que hoje em dia, é possível visitar esta obra de arquitectura na zona sudoeste da Medina de Marraquexe para conhecer um pouco sobre a sua história ou assistir a um dos concertos da sua programação.

O Palácio Bahia está aberto de segunda a quinta-feira, e ao Sábado e ao Domingo, entre as 8h30 e as 11h45 e entre as 14h30 e as 17h45, excepto em períodos nos quais a família real marroquina o utiliza como residência em Marraquexe.

A cerca de 15 minutos a pé do Palácio Bahia encontram-se os impressionantes Túmulos Saadianos, onde estão sepultados vários membros da dinastia Saadiana, que reinou em Marrocos entre 1524 e 1659, entre outras personalidades relevantes para a dinastia.

O primeiro mausoléu dos Túmulos Saadianos, cuja área já era utilizada como cemitério, recebeu ordem de construção para homenagear Mohamed Cheikh, que faleceu em 1557, pelo seu filho Ahmed El Mansour.

Posteriormente, outros membros da família de Mohamed Cheikh, incluindo a sua esposa, também foram sepultados no mesmo mausoléu.

Ahmed El Mansour encontra-se sepultado noutro mausoléu, onde também foram enterrados os seus filhos e sucessores, com a particularidade de os seus túmulos serem feitos com mármore importado de Carrara, em Itália.

Os mausoléus encontram-se ligados por um pátio com jardins que também dispõem de outros túmulos onde estão sepultados príncipes e membros da casa real.

Os Túmulos Saadianos, apesar de serem obras arquitectónicas muito trabalhadas e ornamentadas, apenas foram redescobertos em 1917 através de fotografias aéreas por parte dos franceses, depois de no século XVIII, o Sultão Moulay Ismail ter barrado quase todas as entradas que permitiam acesso ao complexo.

É possível visitar os Túmulos Saadianos entre as 9h e as 17h de segunda-feira a Domingo.

Entre estes dois pontos de interesse histórico e arquitectónico é possível encontrar o Mellah de Marraquexe, o Bairro Judeu da cidade, que além de contar com lojas, dispõe de edifícios com uma arquitectura mais específica em que sobressaem as varandas cobertas.

Na zona do Mellah, é possível visitar o Cemitério Judeu, a Sinagoga Salat Al Azama, o Museu Dar Si Said e o Museu Tiskiwin.

O PressTUR viajou para Marraquexe a convite do operador turístico Solférias, em voo TAP, e com alojamento no 4-estrelas Be Live Experience Marrakech Palmeraie.

Continua em:

Marraquexe: Os Jardins, o Palmeraie e o Vale de Ourika


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