Cairo Copta e o esconderijo da Sagrada Família

07-06-2019 (16h36)

O Cairo Copta, o bairro onde se concentram igrejas da segunda maior religião de um país quase 90% muçulmano, é um contraste com o resto da capital egípcia, onde é possível visitar o que se diz ser o esconderijo da Sagrada Família durante a sua fuga para o Egipto.

O nosso guia, Benjamin, explica-nos durante o caminho que a palavra copta era usada originalmente em árabe para se referir aos egípcios em geral, mas passou a referir-se especificamente aos cristãos egípcios depois da maior parte da população se ter convertido ao Islão. O termo é aplicado actualmente sobretudo aos membros da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria.

Os coptas têm um papa diferente dos católicos, que é Teodoro II de Alexandria, e têm rituais diferentes de outros cristãos, incluindo vários momentos de jejum ao longo do ano, uma espécie de jejum vegan, em que se abstêm de comer peixe, carne, ovos, lacticínios e outros produtos de origem animal.

Benjamin conta também que a missa ortodoxa chega a durar quatro horas e tem uma parte em língua copta, a última etapa da língua egípcia, uma mistura entre o grego e o demótico.

Ao caminhar pelo bairro, no que foi a área interior das muralhas da antiga Fortaleza da Babilónia, construída no século VI a.C., da qual é possível ainda ver as ruínas de uma torre, encontramos uma escada que nos leva para um nível abaixo da estrada principal, um corredor a céu aberto, com livrarias e outras lojas, e que nos irá guiar até várias igrejas.

Uma delas é a Igreja de São Sérgio e São Baco, uma das mais antigas igrejas coptas do Egipto, que começou a ser construída no século IV em homenagem aos soldados romanos Sérgio e Baco, mártires da fé cristã.

O monumento foi erigido sobre o que se acredita ser o local onde José, Maria e Jesus viveram durante três meses, depois da sua fuga para o Egipto, uma construção subterrânea que é possível visitar.

Outro monumento destacado no Cairo Copta é a Igreja Suspensa, do século IX, que deve o seu nome ao facto de ter sido construída sobre um dos portões da Fortaleza da Babilónia.

No seu interior sobressai a predominância da madeira escura trabalhada ao pormenor, nas paredes e no tecto, fazendo lembrar a Arca de Noé invertida, sustentada por 13 pilares, que representam Cristo e os seus apóstolos.

Uma das imagens mais conhecidas do monumento é uma pintura da Virgem Maria, Jesus e São João Baptista, um quadro conhecido como a Mona Lisa Copta.

Existindo ou não influência divina, o que é facto é que nesta manhã inteiramente dedicada à religião aconteceu algo que é considerado quase milagre por aquelas bandas: choveu. Um fenómeno que pareceu produzir tanta felicidade no Cairo quanto um dia de Sol em Londres.

Este fenómeno meteorológico, porém, não viria a ter tanta influência na nossa agenda quanto a tempestade de areia que se sentia por essa altura no nosso destino seguinte, Luxor, impedindo aterragens e descolagens.

A solução foi voar para Hurghada, a estância balnear eleita para terminar a viagem, e, a partir daí, seguir a estrada para Luxor e viajar de novo ao tempo dos faraós, conhecer templos gigantescos, colunas e paredes forradas a hieróglifos, túmulos subterrâneos e outras antiguidades.

Para continuar a ler clique:

Luxor: Karnak e Vale dos Reis

 

por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite dos operadores Solférias e Soltrópico

 

Para ver mais clique:

Egipto, um destino para muitos sonhos

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